Archive for setembro, 2017

Os esquecidos do Pop: 1910 Fruitgum Co.

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Aqueles que viveram os anos 60 e 70, se lembrarão de um estilo musical derivado do pop, destinado a pré-adolescentes e adolescentes que foi denominado pelos especialistas musicais de “bubblegum”. O estilo se caracteriza por um som animado e cativante, um fenômeno de singles (ou canções soltas) em vez daqueles álbuns complexos de meses de produção.

Por assim ser o estilo era geralmente produzido num processo de linha de “montagem” bem comercial impulsionado por produtores musicais dentro de estúdios, muitas vezes utilizando cantores e grupos desconhecidos. Teve fase popular entre 1967 e 1972 e depois um remake entre 1974 e 1977 quando então o punk rock emergiu dos porões, como se falava.

Os cinco membros originais do grupo 1910:Fruitgum Co. em 1966; No topo da esquerda são Floyd e Steve. Na parte inferior estão Pat, Frank e Mark.

Como muitos artistas eram fabricados no estúdio usando músicos de sessão, um grande número de músicas de bubblegum foram feitas por “one-hit wonders” ou seja, artistas que só conseguem um único grande hit ou sucesso em suas carreiras.

Os artistas mais conhecidos da era de ouro do bubblegum pop, estão The Ohio Express e The Archies, cuja canção “Sugar Sugar” é a mais bem sucedida canção de bubblegum lançada em 1969, o cantor Tommy Roe (Dizzy), The Monkeys, The Equals, Steam, Manfred Man, The Sweet, The Partridge Family entre outros.

“The 1910:Fruitgum Co, é uma das de maior sucesso neste subgênero da pop music. Foi um grupo dos Estados Unidos mais empolgantes do estilo bubblegum pop.

Seu primeiro sucesso lançado em 1968 foi um estouro de vendas e se tornou a canção símbolo do grupo, “Simon Says”. Rapidamente chegou aos primeiros lugares na parada musical no Reino Unido. A seguir vieram outros sucessos como “1, 2, 3 Red Light”, “Indian Giver”, “May I Take A Giant Step”, “Special Delivery”, “The Train”, “Reflections From The Looking Glass” e a melosa “When We Get Married”.

Simon Says, empolgante e dançante, um clássico do bubblegum pop
Faziam grandes turnês em companhia dos Beach Boys, Lou Christie, Sly & Family Stone, Tommy Roe, Mark Lindsey (vocalista do Paul Revere & The Raiders), The Vogues, Ron Dante do The Archies, Gary Us Bonds, Jim Yester do The Association, Melanie, Commander Cody e de outros grandes nomes da época..

A banda começou como Jeckell e The Hydes em Nova Jersey em 1966. Os membros originais eram Frank Jeckell, Mark Gutkowski, Floyd Marcus, Pat Karwan e Steve Mortkowitz – todos da cidade de Linden, Nova Jersey.
Durante 1967, eles foram contratados pela Buddah Records, onde lançaram cinco LPs com seu próprio nome e uma variedade de singles, além de aparecer no LP The Kasenetz-Katz Singing Orchestral Circus, que caracterizou-se como uma habitual banda de estúdio da Buddah.

O grupo original se separou em 1970. O nome continuou com uma banda dirigida por Jolly Joyce da Filadélfia. Mark Gutkowski, o principal vocalista, foi visto pelas ultimas vezes durante 1977 na Europa com o The Ohio Express, The Hollies e a The Music Explosion.

Como qualquer banda daqueles anos dourados, a mudança de seus integrantes também foi constante, mas no início deste século, os membros originais Frank Jeckell e Floyd Marcus juntaram-se novamente, com alguns músicos e começaram a viajar pela estrada de novo. Realizaram um concerto em 17 de novembro de 2007 na Caravan of Stars XIV, em Henderson, Tennessee. Também apareceram no espetáculo Dickey Lee, Jimmy Gilmer, Carol Conners (de The Teddy Bears), Bo Donaldson e Heywoods, Jim Yester (The Assossiation), Jerry Yester (The Lovin ‘Spoonful) e Eddie Brigati (The Young Rascals).

Seu primeiro sucesso, “Simon Says”, foi escrito por Elliot Chiprut. Durante o processo de gravação, a banda mudou o ritmo e modelou a música se tornando um sucesso, entrando na lista da Billboard Hot 100 dos EUA.

A banda marcou seu período e seu estilo animado e meloso, pois “Simon Says” vendeu três milhões e meio. “1, 2, 3, Red Light” e “Indian Giver” venderam cada um mais de um milhão de cópias. Todos os três foram premiados com discos de ouro e particularmente Simon Says é algumas vezes relembrada em academias, treinos de dança e programas infantis.

Ainda existente a atual configuração da banda ainda realiza shows e mantêm um site com sua história e realizações.

Tal como o The Archies, a 1910:Fruitgum Co. marcou sua época e estilo naqueles anos 60/70.

1- 2- 3 Red Light, outro grande sucesso que embalava os bailes da época.
Site Oficial

Discografia


 

O maior que não aparece…

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Sempre há em São Paulo discussões sobre seus edifícios. Faz parte da cultura paulistana, que acaba também envolvendo quem visita a cidade, afinal a cidade é a 3ª do mundo com mais edificações, sendo superada apenas por Hong Kong e Nova Iorque.

Uma das discussões sobre o tema é “qual o maior edifício da cidade”. Muitos apressadamente responderão que é o edifício Itália (Circolo Italiano), outros dirão que é o Banespão (edifício Altino Arantes), ou o CENU na Marginal Pinheiros e por aí vai…

Contudo, como mais uma dessas paulistices, o maior edifício se esconde no vale do Anhangabaú, mais precisamente no início da Av. Prestes Maia no centro da cidade. Trata-se do edifício Mirante do Vale (antigo palácio Zarzur Kogan). Seus 170 m e 51 pavimentos, não usufruem positivamente da topologia irregular da cidade.

Observem a figura abaixo num dos mais famosos skylines da cidade de São Paulo, tomada do Bairro do Brás e do Parque Dom Pedro II:

Ao olhar a imagem, a pergunta seria respondida como sendo o edifício do Banespa, ao centro da foto. Na extrema direita está o edifício Mirante do Vale, este sim o maior da cidade desde 1966.

Sua posição pouco privilegiada neste skyline o coloca na 4ª posição em altura, considerando todas as edificações altas da imagem.

Esta situação é justificada por duas ocorrências: um “morrinho” de 16 metros e o estilo de construção de cada um dos gigantes. Vejam abaixo:

Ou seja, o Banespão está situado a 16m acima do Piso Anhangabaú, que é a parte mais baixa de todo o centro de São Paulo. Localizado na Praça Antonio Prado de onde se origina a Av. São João. O estilo de construção também justifica estas diferenças ao se observar ambos, de uma certa distância:

Local do Mirante do Banespa

O edifício Altino Arantes, o famoso Banespão possui 40 pavimentos e 162 m de altura, portanto cada andar ou pavimento tem a altura de 4.0 metros. Já os 170 m e 51 pavimentos de seu vizinho mostram um estilo de engenharia mais moderna onde cada andar tem 3,3 metros de altura. Olhando apenas um pavimento a diferença pode ser até pequena, mas quando se faz a pilha percebe-se como este estilo de engenharia é relevante. Dezenove anos separam a inauguração destes edifícios: Banespa, 1947 e Mirante do Vale, 1966.

Ao brincarmos com estes dados, se o Mirante do Vale fosse erguido com a mesma altura por andar do seu vizinho, sua altura total seria de 204 metros, que superaria o Banespão mesmo ele estando 16 m acima (o famoso morrinho), pois ele teria um total de 178 m (162+16). E o skyline acima seria bem diferente.

Se trocássemos os dois de seus lugares, o Mirante do Vale na Praça Antonio Prado teria somado aos seus 170 metros mais 16 do morrinho, totalizando 186m contra os 162 m do Banespão então no Piso Anhangabaú, portanto também fazendo significativa mudança no Skyline acima.

Por outro lado, se adotarmos a engenharia do Mirante do Vale no tocante a altura por andar, no Edifício do Banespa, este teria uma altura máxima de 132m e portanto também mudaria o Skyline acima a favor do seu vizinho de 170 m.

Muitas outras combinações ainda podem ser realizadas, mas a brincadeira é só para justificar a infelicidade desta situação do maior edifício de São Paulo ser meramente um coadjuvante no imenso skyline das edificações de São Paulo.

O Mirante do Vale,popularmente de Edifício Mirante do Vale,cujo nome oficial é Condomínio Edifício Mirante do Vale, e nome fantasia Edifício W. Zarzur, foi projetado pelo engenheiro Waldomiro Zarzur juntamente com Aron Kogan. Em seus 170 metros de altura, 51 andares, de uso comercial, trabalham 10 mil funcionários e possui uma circulação diária de 30 mil visitantes em suas lojas e instalações comerciais. Construido em 6 anos de 1960 a 1966 tem 75.000 m² de área construida e é suportado por 12 elevadores e um heliponto no 51º andar.

O edifício Mirante do Vale, não é muito conhecido pelos paulistanos, já a fama do Banespão é muito referenciada. Ele tem um mirante que recebe milhares de visitantes e grupos. As visitas podem ser realizadas, com monitoramento onde são usados dois elevadores, o primeiro até o 26º e um segundo até o 32º. Daqui só com lances de escada para atingir o equivalente ao 36º pavimento, de onde tem-se uma vista de 360º de parte da cidade, é possível vislumbrar vários ícones da cidade, a “muralha” da Avenida Paulista, a Serra da Cantareira, etc. O acesso a cúpula que sustenta a bandeira paulista, não é permitida.

O Edifício Altino Arantes (Banespão) é capa de fundo da quilométrica avenida São João.

Já o Mirante do Vale, não tem acesso ao público, o que é uma pena, pois em seu topo poderia muito bem existir um restaurante e terraço panorâmico, pois possibilita também uma vislumbrante vista de toda área central da cidade. Outrora este local do edifício servia para grandes painéis publicitários, que aparecem em muitos postais antigos da cidade e hoje sua cobertura é utilizada para eventos comerciais e promocionais. Um vídeo institucional realizado em 2014 e um destes eventos mencionados, chamado “Dança sem fronteiras” mostram a grandeza deste edifício no centro de São Paulo. Veja abaixo:


 

Uma panorâmica do topo do edifício Mirante do Vale, contemplando seu vizinho famoso (Banespão) e o Vale do Anhangabaú.


 

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