Mais uma lenda se vai…

No último dia 6 de Março, o mundo do rock recebeu a notícia da morte aos 68 anos, do guitarrista britânico de blues e rock Alvin Lee, mais conhecido por sua atuação com a banda Ten Years After. A família em nota no site oficial do artista, disse que “Com grande tristeza temos de anunciar que Alvin faleceu inesperadamente nesta manhã, após complicações imprevistas em um procedimento cirúrgico de rotina”, sem contudo detalhar que tipo de cirurgia foi realizada.

Com isto o mundo do rock perde mais uma de suas lendas. Lee ficou célebre após a performance incendiária dele e de sua banda no Festival de Woodstock. Enquanto quase todos os participantes do Festival explodiam em experiências musicais de todo o tipo, caracterizando a explosão do movimento pop, Lee e sua banda desempenhavam soberbamente e com muito vigor um puro rock´n´roll “I´m going home”.

Dizia no inicio, preferir o ambiente dos pequenos clubes, como o Star Club, em Hamburgo, ele e sua banda estiveram pouco depois dos Beatles, mas acabaram por abandonar aquele que seria o caminho de uma revolução musical e social.

Mas apareceu explosivamente em 1969 para aquela enorme multidão do Festival de Woodstock, junto com sua banda Ten Years After, nome este justificado pois eles haviam saídos da onda “British Blues Explosion” do final do anos 50, inicio da década de 1960.

“I’m going home” , apresentada no Festival, foram 11 minutos que transformavam o rock’n’roll ao estilo de Chuck Berry, Carl Perkins, Bill Halley numa apresentação altamente explosiva com a cadencia da guitarra de Lee em aceleração alucinada, o que o tornou um dos melhores guitarristas do planeta na época. Tornou-se mais uma lenda da guitarra.

Ten Years After foi uma banda que concentrava a sua criatividade e sucesso no virtuosismo e na sensibilidade de Alvin Lee, seguindo um caminho do purismo do blues e do rock, tais como outros como Cream de Jack Bruce, Ginger Baker e Eric Clapton. Lee tinha seus solos ácidos da guitarra, transformados épicos, sempre acompanhada de perto pela frenética marcação do baixista Leo Lyons.

Nascido Graham Alvin Barnes, em 19 de dezembro de 1944, na cidade de Nottingham, na Inglaterra, Alvin Lee lançaria o seu primeiro álbum a solo, On The Way To Freedom, em 1973. Nele, uma verdadeira constelação de estrelas que incluía Steve Winwood, George Harrison, Ronnie Wood(Rolling Stones) e Mick Fleetwood(Fleetwood Mac). Sempre fiel ao rock’n’roll dos primórdios anos 50 e à música de raiz dos Estados Unidos, trabalhou também com Jerry Lee Lewis, Bo Diddley, Scotty Moore e DJ Fontana (Banda de Elvis Presley), então outras lendas do Blues, do R&B, e do rock ´n´roll.

“Perdemos um maravilhoso pai e companheiro muito querido. O mundo perdeu um músico verdadeiro grande e talentoso”, explicou a sua mulher, Suzanne, e os seus dois filhos, Jasmin e Evi, num breve comunicado.

Dono de técnica incomum, Alvin ficou conhecido por ser um dos guitarristas mais criativos e habilidosos de todos os tempos. Gravou 14 discos com o Ten Years After e outros 14 álbuns em carreira solo. Lançou seu 14° álbum, “Still on the Road to Freedom”, em 2012, e iria se apresentar em um show em Paris no próximo dia 7 de abril.

I´m going home, em Woodstock, numa versão reduzida de 11 para 5 minutos:


Slow Blues In’ C, uma obra prima do Blues:

 


🙁 Que fique o legado….

 

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Updated: 07/03/2013 — 9:46 pm

4 Comments

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  1. Será que agora finalmente vão incluí-lo no Rock and Roll Hall of Fame, que vai ser póstumo certo? Os grandes de sua geração deveriam lhe prestar uma grande homenagem. Grande perda para o rock!

    1. Este negócio é muito estranho!Se vc. ver a lista ficará espantado por exemplo que os The Comets, a Banda do Bill Halley que começou o rock´n´roll em 1950, só foi inclusa na lista em 2012 ….Vamos ver o que acontecerá nos próximos eventos.

  2. Pega naquela sua grande coleção de vinil, aquele album duplo da turnê europeia de 1973, e ouça a versão de I´m going home ao vivo em Frankfurt, e vê se concorda comigo que foi a melhor versão tocada…./San

    1. É mesmo, e mais longa por sinal, na mesma batida acelerada de sempre. Este album não foi remasterizado e lançado em CD, pelo menos aqui no Brasil, o que é uma pena, pois eles estão no auge!

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