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Estamos perdendo o Rei…

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chuck

Não há quem aprecie o bom e velho Rock, que não conheça ou admire Chuck Berry.

Chuck Berry, cujo nome verdadeiro é  Charles Edward Anderson Berry, nasceu em Saint Louis, no dia 18 de outubro de 1926, e  é apontado por muitos como um dos  inventores do rock and roll.

Chuck Berry com Mick Jagger antes do lendário show no Madison Square Garden em 1969 que fez parte do álbum Get Yer Ya-Yas Out!

Chuck Berry com Mick Jagger antes do lendário show no Madison Square Garden em 1969 que fez parte do álbum Get Yer Ya-Yas Out!

Cantor, compositor e guitarrista, dividiu com Bill Halley, e Little Richard o início do estilo musical de uma mistura de blues, country, música gospel e folk que eram tocados no pós-guerra nos EUA por vários músicos. Representa o primeiro time do Rock´n´Roll, que ajudaram a influenciar a segunda safra, do qual faz parte Elvis, e os anos 60, notadamente os Beatles e os Rolling Stones.

O rock and roll sofreu muitas interferências, mas Chuck Berry é considerado, e muito acertadamente um dos pioneiros por ter feito toda esta “mistura” funcionar. É o maior influenciador do rock britânico, que nos brindou nos anos 60 com excelentes músicos e bandas, mas é os Rolling Stones, que mais adotaram o “estilo” musical de Berry, e o manter vivo até nos dias atuais.

Chuck Berry sempre teve grande aproximação com os Beatles (notadamente John Lennon) e com os Stones (Mick e Keith). Por conta desta aproximação ambas as bandas incluíram em seu catálogo, canções de Berry, como Rock´n´Roll music, Roll over Bethoven, Little Queenie, Carol, entre outras…

Mas o tempo, como acontece com todos, está obrigando Berry a se ausentar e a deixar o hall visível das estrelas de rock. Com quase 88 anos, a atividade que a tantos encantou está sendo corroída pela marca do tempo.

Nos vídeos da sequencia, separamos três momentos, com uma mesma canção (Johnny B.Goode), a primeira em 1958, uma intermediária de 1986 com Julian Lennom, e uma de 2013, na última turnê, ocorrida de certa maneira como uma surpresa, já que apostavam numa aposentadoria. Ele passou pelo Brasil nesta ultima etapa, por Curitiba, terceiro vídeo da sequencia:

A epopeia do Rock´n´Roll. Aqui em 1958, mostrando a “cara” do rock nos anos 50, quando surgiu o Rock´n´Roll pelas mãos de vários artistas.


A partir dos anos 60, o rock se expandiu pelo mundo, e principalmente para a Inglaterra, o que fez Berry se envolver com muitos outros músicos que viriam a dominar o cenário. Nesta apresentação abaixo, de 1986, Berry toca com o filho de John Lennon, lembrando de sua aproximação com o pai dele nos anos 60 e 70, e tendo como um dos guitarristas Keith Richards, dos Stones:

No próximo e último vídeo, gravado em 2013, em Curitiba, como parte da turnê sul americana, já notamos o peso dos 88 anos, onde Berry, tem sérias dificuldades para cantar, tocar guitarra, sincronizar-se musicalmente com os demais músicos, mas nem por isto a plateia deixou de colaborar e fazer da apresentação um belo espetáculo.

Pode ser a última vez que o vemos num palco, mas saberemos entender e reconhecer seu trabalho de mais de 60 anos pelo Rock. Já é uma lenda e continuará sendo, influenciando ainda muitos movimentos musicais, como já foi Bill Halley falecido em 1981.

É uma pena, mas estamos perdendo um dos Reis do Rock´n´Roll…..


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Um rítmo do demônio…

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No ultimo dia 13 de Julho, comemoramos o dia mundial do Rock, que ganhou seu dia pelas mãos de Bob Geldof em 1985 pelos Festivais Live Aid que promovia para causas humanitárias, e reunia grandes nomes e celebridades da música alinhados a estas causas.

Contudo o Rock antes de ser “Rock” foi “Rock´n´Roll”, movimento que tem uma formatação lá no final da década de 40 e anos 50 do século passado. Resumidamente, considere uma base de “Blues”, uma pitada de “jazz”, um pouco de “Country & Western”, umas gotas de “Gospel” e uma porção a gosto de “Swing”. Misture tudo num caldeirão na cadência de um tipo especial de “Blues” chamado “boogie-woogie”, e tem-se o famoso “Rock´n´Roll” assim demoninado por um Disc-Joquei famoso chamado Alan Freed de Cleveland.

Normalmente as bandas de rock and roll possuiam além do instrumento predominate, a guitarra, tinham contrabaixo (que após 1950, passou a ser baixo elétrico) e uma bateria. Nos primórdios do rock and roll também se utilizava o piano e metais, (especialmente o saxofone) frequentemente como instrumentos bases, e depois muitos outros instrumentos foram incluidos

A batida é essencialmente de um tipo de blues chamado boogie-woogie com presença marcante do piano. A enorme popularidade e eventual visão no mundo inteiro do rock and roll deu-lhe um impacto social único. Muito além de ser simplesmente um gênero musical como visto nos filmes e na televisão e de acordo com a mídia que se desenvolvia na época, influenciou estilos de vida, moda, atitudes e linguagem. Ele começou a gerar vários sub-gêneros – como o próprio “Rock” que se consolidou da metade dos anos 60 até os dias de hoje.

Detalhamente, as origens do rock and roll remontam na transição entre as décadas de 1940 e 1950, através de uma combinação de diversos gêneros musicais (predominantemente afro-americanos) populares naquele momento. Estes incluíram: o gospel norte-americano, a folk music, o blues – em especial as formas elétricas desenvolvidas em Memphis, Nova Orleans, Texas, e outros lugares – à base do boogie woogie tocado no piano e um jump blues que foram se tornando conhecidos coletivamente como rhythm and blues. Também adicionaram-se influências de country music e jazz.

Todavia, elementos e similaridades do rock and roll podem ser ouvidos em gravações country da década de 1930 e blues dos anos 1920. Quando muitos brancos norte-americanos experimentaram o jazz e o blues afro-americanos, que frequentemente, era relegada a condição de produto musical racial (código da indústria fonográfica para estações de rádio de rhythm and blues) e raramente era ouvida pela corrente majoritária branca. Poucos músicos negros de rhythm and blues, notadamente Louis Jordan, The Mills Brothers e The Ink Spots, alcançaram algum sucesso. O gênero western swing da década de 1930, geralmente tocado por músicos brancos, também seduziu fortemente o blues e diretamente influenciou o rockabilly e o rock and roll, em cantores com Bill Halley, Elvis e Gene Vincent para citar alguns.

Mas esta “salada” de estilos musicais, culminou por chocar, em seu estilo dançante, que encontrou uma sociedade americana de pós guerra altamente conservadora, e repudiando com todos os meios que possuia, a “nova onda” da juventude, sendo tipificada como “Juventude Transviada” em muitas esferas sociais.

Governadores, Prefeitos, Xerifes de várias cidades, religiosos, confrontaram-se dinamicamente com os “disturbios” promovidos pela nova moda e com uma juventude tomada pelo rítmo alucinante. Grande impacto social se estabeleceu.

Bill Halley, o pioneiro, apresentava-se com sua banda “The Comets”, todos bem vestidos com ternos e gomas (brilhantina, hoje Gel) nos cabelos, para reduzir o impacto da “rebeldia”. Mesma técnica foi relançada 11 anos depois com os Beatles e Rolling Stones, para também diminuir o impacto na sociedade conservadora inglesa, e buscar uma melhor aceitação a nova musica e ritmo.

Mas a moda recebeu todo tipo de denominações: a dança do demonio, coisa do diabo, ritmo dos pervetidos, contracultura subversiva, jovens transviados e muitos outros que se perderam na História. Alertou também autoridades fora dos Estados Unidos, como por exemplo quando chegou ao Brasil em 1956.

Naquele ano, o ‘novo estilo’ provocou confusão em São Paulo no primeiro dia de exibição nos cinemas do filme Ao balanço das horas (Rock around the clock). O então governador Jânio Quadros, com receio do “ritmo selvagem” da nova música e dança, além de seus “efeitos histéricos que já havia causado nos Estados Unidos e Europa”, baixou portaria proibindo a entrada aos menores de 18 anos.

Numa primeira leva, sugiram Bill Halley, Little Richard, Buddy Holly, Chuck Berry, Jerry Lee Lewis Elvis Prtesley, Gene Vicent e Wanda Jackson, para citar os mais importantes, que enfermizavam os bailes e festas da Juventude como pode ser vista nos vídeos:


Depois de 8 anos propagando a “nova música e ritimo”, Bill Halley vem ao Brasil. Mas pelas radios já ouvíamos rock´n´roll de Bill, Chuck Berry, Little Richard e Elvis durante a metade final dos anos 50

A chegada de Bill Halley e seus Cometas no Brasil em 1958:

O Rock and Roll através de seu estilo dançante “boogie woogie”, sobrevive na sombra do “Rock” até os dias atuais e se espalhou pelo mundo todo.

Shows e eventos flashback aparecem com frequencia além de concursos de dança e música, perpetuando o outrora rítmo do demônio. Abaixo uma amostra de um concurso realizando em 2011 em Moscou (World cup boogie-woogie):

O Rock, simplesmente, que surgiu como sub-produto do Rock´n´Roll na década de 60 não é tão “dançante”, e evoluiu para uma variedade de experimentações. Ainda sim seus únicos representantes pioneiros e legítimos (e ainda vivos) são Chuck Berry (dos anos 50) e os Rolling Stones (dos anos 60).

Seja como for, tanto o Rock and Roll e seus subprodutos são merecedores de um dia para comemorar, além de outras manifestações.

Fazendo uma reflexão de toda a história do Rock, certamente aquelas famílias tradicionais que viam o rítmo Rock´n´Roll manifestado em encontros de jovens como algo demoníaco, certamente teriam ataque de nervos ao ver os encontros de jovens de hoje sob rítmos alucinantes estimulados por drogas, alcool, violências, prostituições e etc.

VIVA o ROCK !!


Veja também:

The Rock and Roll Hall of Fame and Museum
Bill Halley and his Comets
Chuck Berry
Jerry Lee Lewis
Wanda Jackson
Little Richard
Elvis Presley
Gene Vincent
The Beatles
The Rolling Stones
Boogie Woogie Piano


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