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Os filhos de Fukushima….

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Após três anos do acidente nuclear de Fukushima, autoridades de saúde reportam um aumento significativo dos casos de cancro da tireóide entre nas crianças e nos adolescentes que vivem na área influenciada diretamente pelo acidente, pois muitas delas não foram evacuadas após a explosão nuclear no dia 11 de março de 2011.

Este aumento não se sabe ainda se é pelo rigor da vigilância, para detetar os casos, que normalmente passariam desapercebidos, ou se de fato é consequência relacionada com o acidente nuclear. Mas é fácil de notar que as crianças tem dificuldades em aprender coisas normais do dia a dia, como brincar, correr, andar de bicicleta faltando-lhes forças e coordenação motora.



Frequentemente apresentam problemas emocionais, são irritadas, com traumas e medos. Como diz Mitsuhiro Hiraguri, diretor da creche Emporium em Koriyama, as crianças antes de comerem qualquer coisa perguntam “Isto tem radiação?”, tal o tom do pavor que se estabeleceu na mente dela, e que as crianças “não estão motivadas para fazer qualquer coisa”

Muitos não querem viver enclausurados, querem brincar na rua, fazer bolinhos de terra, etc., sem restrições, mas temos de lhes dizer não, com pesar. Só podem brincar na caixa de areia dentro de casa..” afirma o diretor.

Infelizmente em toda catástrofe sempre existe um elo mais fraco que irá sofrer mais que os demais, e como sempre são as crianças, que se sobreviverem levarão em suas vidas todos os medos e consequências, e Fukushima não é diferente.

Ainda em 2011 ano da catástrofe, em meio a conturbadas ações suspeitas de governos, organizações, evacuações, promessas de sucessos de contenções, etc… algumas pessoas mais ao lado da população tentavam ajudar, dando o retrato e análise desprovidas de interesses, se não de amparar ou alertar mundialmente as consequências da catástrofe. Entre estas pessoas, o Professor Christopher Busby, que ainda no final de 2011, produziu este relato:



O que se seguiu é que as crianças expostas a maiores doses de radiação após o acidente, corriam um risco ligeiramente superior de virem a sofrer de cancros como leucemia, da tireóide ou da mama durante a sua vida mais do que em relação a população em geral, a apesar de todas as afirmações, simulações e estatísticas dadas pela OMS, nos meses que se seguiram após a catástrofe, um significativo aumento do cancro da tireóide começou a ser reportado, como mencionado.

Uma das consequências deste cenário todo obrigou o isolamento de inúmeras crianças principalmente em  Koriyama e nos arredores, a viver com regras rígidas, e com monitoração rigorosa com o objetivo de identificar as doenças e as consequências diversas da exposição aos sub produtos da catástrofe nuclear.

As crianças, sofrem com sérias restrições e, em sua maior parte, não sabem o que significa brincar fora de casa. Por conta da radiação nuclear e os perigos dela à vida e ao desenvolvimento dessas crianças, foram criadas regras que limitavam muito a presença delas nas ruas. Pelas regras estabelecidas, crianças de até dois anos não poderiam ficar mais do que 15 minutos por dia em ambiente aberto e as de 3 a 5 anos deveriam ficar em contato com o exterior por no máximo meia hora.

“Se compararmos com antes do acidente, os testes físicos e mentais tiveram resultado pior, mostra uma queda na capacidade das crianças”, afirma Toshiaki Yabe, funcionário do governo japonês. Apesar dessas  regras e limites terem sido suspensos, dando mais liberdades as crianças de viver mais ao ambiente aberto, muitas creches e escolas continuam a respeitá-los, mediante as preocupações dos pais. Uma pesquisa concluiu que as crianças de Fukushima pesam mais que a média nacional, porque a provável causa é a falta de exercício e atividades ao ar livre.



As pessoas e sobretudo as crianças são triplamente vítimas da catástrofe, primeiro pelo terremoto, seguido do tsumani, e agora com os efeitos da radiação e contaminações, e começam já a existir suspeitas de um segregamento social, um “Gueto dos irradiados”.

Há relatos de preconceito contra os residentes dessa região quando estes vão a outras localidades do país, ou mesmo internamente, e os habitantes ainda não sabem como lidar com as informações oficiais e o medo de um desastre maior. As crianças da região assumiram como falado,  a primeira posição no ranking de obesidade infantil no Japão, fruto da tensão emocional e da proibição de saírem de casa, pelo medo de serem contaminadas.

40% das crianças testadas pelo governo japonês já acusaram alteração na tireoide, apontando para o risco de desenvolvimento de câncer e por conta disto tudo há campanhas anônimas que  tem como objetivo buscar apoio de celebridades, voluntários mundo afora, numa luta para conseguir  respeito a direitos básicos a estas vítimas inocentes, além de poder retirá-las das regiões afetadas: Veja este apelo no ano passado:



Um comitê de peritos reunidos pela OMS calcularam que nas regiões mais afetadas seriam as crianças do sexo feminino que veriam aumentar mais os riscos de vir a sofrer de cancro durante toda a sua vida, em 4%. O risco de virem a sofrer de cancro da mama sobe 6%. Mas o risco das mulheres japonesas virem a sofrer de cancro em qualquer órgão durante a sua vida é 29%.

Já os homens japoneses, em geral, têm um risco de 41% de virem a sofrer de cancro durante a vida, e o tipo de cancro que os meninos japoneses expostos à radiação de Fukushima correm mais riscos de vir a sofrer é a leucemia: o risco sobe 7%.

O possível aumento da incidência de um tipo de cancro raro, o da tireóide,  que disparou após o acidente nuclear de Tchernobyl, na Ucrânia, é uma das maiores preocupações, já que como mencionado detetaram um aumento desta doença nas crianças de Fukushima. Prevê-se que o risco de vir a sofrer deste cancro suba 70% nas crianças do sexo feminino expostas nas zonas com maior exposição, sublinha o comunicado da OMS sobre o relatório.

Por enquanto as crianças vivem de tratamentos especiais, e em locais controlados, com apoio de voluntários que ajudam a minimizar o sofrimento. Há muita solidariedade fora do Japão também, de celebridades, autoridades…

Um exemplo, é o que fez a japonesa de Yokohama, Shoko Hara, graduada na Alemanha em animação e ilustração, que criou essa representação poética da perspectiva das crianças que vem sofrendo com as consequências do acidente, impossibilitadas de se desenvolverem normalmente ou de viver uma vida normal. A ilustradora fez o curta em parceria com o videomaker Paul Brenner:



Há quem aponte que as consequências do acidente nuclear de Fukushima serão maiores do que Tchernobyl, já que também contaminou o mar, e há muitos que afirmam e lutam para que a energia nuclear seja banida da face da Terra, pois não há como controlar e evitar os pesados danos que produzem em caso de acidente, e a história recente prova isto!

VEJA TAMBÉM:


FONTES:

  • Imagens: Reuters, Hitonowanet
  • Vídeo Abita: Shoko Hara, Paul Brenner

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Kamikazes nucleares japoneses e os babacas nucleares brasileiros….

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É impressionante o cenário vivido pelos japoneses nesta sequencia de desgraças,e como podemos admirar ante a tanta desgraça, uma disciplina, uma coerencia e dedicação, das pessoas no trato com a situação, não praticando saques, violencia de “fim de mundo”, e sofrendo no silêncio de uma educação milenar, mas não deixando a obstinação de se reerguer nas bases do que sobrar.

A natureza deu os primeiros choques, e as consequencias disto, o abalo nuclear, que desta vez tem contato com verdadeiros kamikazes, tentando não tornar a tragédia maior. Talvez se tornem heróis vivos, cheio de feridas e doenças que irão matar aos poucos, talvez alguns desejem mesmo uma morte com orgulho, como foram os kamikazes da 2ª Guerra.

O fato é que estamos sofrendo junto, e ao mesmo tempo tirando lições, a não ser nossos ilustres políticos.

Aliás, diga-se de passagem, que o estender da mão brasileira para ajudar, se não foi pífio, foi mediocre, esquecendo-se totalmente da presença histórica dos japoneses no crescimento de nosso pais. Teríamos sim como ajudar, com alimentos, água, remédios, equipes de resgate, enfim há muitas possibilidades e a distancia não seria problema como alguns babacas de plantão andaram falando. Considerando o inicio da trajédia do terromoto, se fóssemos ágeis, nossas equipes e provimentos já estariam lá.
Alckimin, que acenou um pouco melhor, recebendo Organizações Japonesas no Brasíl, também foi pequeno na ajuda oferecida, o que é lamentável, pois é o Estado de São Paulo que tem a maior colonia do mundo.

Fosse um dos países amigos da ideologia como Venezuela, Cuba, Bolivia, que em nada contribuiram com o Brasil, nossos estimados dirigentes, já estariam jogando milhões em ajuda e logísticas.

A equipe ecônomica petista, foi então mais infeliz, alegando que as eventuais crises pós abalos naturais e nucleares do Japão não afetariam o Brasil, muito pelo contrário, nossas exportações aumentariam como alegou um dos ministros, mostrando um orgulho sádico, frente a desgraça dos outros
Esquece esta cambada de populistas de araque, que os japoneses têm quase 100 bilhões de dólares de títulos brasileiros, que podem desaparecer de nossa economia num piscar de olhos, para ser usado na reconstrução de seu país.

Mercadante, então, agora entendido de energia Nuclear, já afirmava, que o Brasil vai continuar a investir no programa nuclear brasileiro, pois é muito necessário, e que vai seguir os padrões internacionais de segurança, os mesmos que os americanos seguem (acidente de Tree Miles Islands), os russos (Tchernobyl), e agora os japoneses (Fukushima), isso sem falar naquela lambança do Césio-137 em Goiania, anos atrás.

Agora o show maior foi dos físicos brasileiros, atrelados (e mamando) nas empresas entulhos do programa nuclear brasileiro.
Todos sem exceção afirmando a necessidade de continuar com o programa, pois o sistema brasileiro é melhor, e é fundamental para o país construir muitas usinas (40 ou 50), desprezando por completo as tendencias internacionais de reduzir e até acabar com este tipo de opção de energia. É claro, eles precisam continuar mamando nas tetas das estatais entulhos….

Acham que Angra é uma primasia e que deve ser replicado. É muito engraçado isto, pois o PT, e os esquerdistas, “massacraram” Geisel, Figueiredo, Sarney, Itamar e FHC, por investir e tentar continuar o programa Nuclear, e hoje a chamam, pasmem, de “energia verde”. Os físicos que outrora combatiam junto ao PT e aos esquerdistas de plantão, hoje estão mamando lá dentro e mudaram por completo sua “visão” da energia nuclear.
Eu me desaponto com muitas mazelas brasileiras, entre elas a apatia do povo fluminense, em aceitar sem qualquer reação a instalação deste artefatos em seu território.
Qualquer acidente, considerando as correntes comuns na região, a radiação seria levado ao nordeste e noroeste, pulverizando nocivamente, praticamente todo o Estado, além do Sul de Minas, ES….
SP, tem ou tinha uma lei proibindo a instalação de Usinas em seu território, mas como este assunto é legislação Federal, aqueles ilustres representantes que temos botam esta Lei no lixo, se já não fizeram isto.Sobrará ao povo sair nas ruas, caso tentem nos agraciar com estas “belezas” tecnológicas (e eu estarei la).

Mas algumas observações também remam contra o populismo de araque.
Veja o que diz Jose Goldemberg, quando entrevistado sobre o assunto:

“Questionado sobre o problema do lixo radioativo gerado pelas usinas nucleares, o Professor Doutor José Goldemberg, PhD em física e Professor da USP, respondeu à Revista Isto é Dinheiro, em 4 de maio de 2009: “Existem 70 mil toneladas de lixo muito radioativo só nos EUA. Hoje eles ficam no mesmo lugar onde foram produzidos, pois não há lugar adequado para receber esse material. E esse lixo tem dois problemas. O primeiro é a possibilidade de vazamento de material radioativo, que tem um impacto devastador sobre o meio ambiente da região afetada. Em segundo lugar, existe o risco de segurança, pois a partir desses resíduos é possível obter plutônio, fundamental para a fabricação de armas nucleares. É exatamente o que aconteceu na Coréia do Norte. E ninguém sabe como se livrar desse lixo. Não é uma questão apenas do Brasil, mas de todo o mundo. Não há ninguém que tenha encontrado uma solução definitiva e segura para o descarte desse material. O próprio Ibama pediu um plano para o descarte do lixo, mas o problema é que não temos solução para isso, ninguém tem. Mesmo os EUA não têm mais dado licença para usinas, porque não sabem o que fazer com o lixo adicional.” Indagado ainda pelo mesmo entrevistador sobre qual a sua opinião sobre o uso de energia nuclear para o nosso país, respondeu o Professor Goldemberg: “Isso pode muito bem ser o primeiro passo para se desvirtuar a matriz energética brasileira. É um enorme absurdo, ainda mais quando o ministro Lobão fala em construir 50 usinas nucleares no País até 2050. Não precisamos disso. No Brasil, a rede é toda interligada. Dizer que construir duas usinas nucleares no Nordeste seria uma forma de garantir a independência energética da região é uma bobagem. O que precisamos é usar melhor nossas reservas hidrelétricas. Apenas um terço do potencial dessa matriz é utilizado atualmente no País.”

“Agora, espalhar quatro reatores pelo país me parece mais uma tentativa de agradar aos governadores locais, que de responder a uma necessidade de energia. O sistema brasileiro é interligado. Quando se liga a luz da cozinha, não se sabe se a energia é de Itaipu ou de Tucuruí. Dizer que é bom colocar um reator no Nordeste, pois assim o Nordeste ficará independente em energia, é uma falácia. Fazer novos reatores é politicagem.” (Professor Doutor José Goldemberg)

Fosse vivo ainda Mario Schenberg, emérito fisico teórico da USP, diria: Estes nossos políticos nem “Abstração”, sabem fazer !

Fosse vivo ainda Cesar Lattes certamente o maior físico brasileiro (El loco) e meu ídolo, diria: “Vou colocar 0,05 g de Plutônio no rabo de cada um deles, para ver se continuam a defender tão enfáticamente energia nuclear” (rsrsrsr) !

Bom vou finalizar meu desabafo deixando os seguintes anexos para reflexão:

Tchernobyl, a lição não aprendida

JAPÃO, DESASTRE NUCLEAR E AS LIÇÕES QUE IGNORAREMOS

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