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Como Carl Sagan salvou o planeta….

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Não há quem não se lembre de Carl Sagan, que foi um cientista, biólogo, astrônomo, astrofísico, cosmólogo, escritor e divulgador científico, autor de mais de 600 publicações científicas, de mais de 20 livros de ciência e ficção científica.[

Foi grande promotor da busca por inteligência extraterrestre através do projeto SETI e também  do envio de mensagens a bordo de sondas espaciais, destinadas a informar possíveis civilizações extraterrestres sobre a existência humana. Foi com suas observações da atmosfera de Vênus, se tornou ou um dos primeiros cientistas a estudar o efeito estufa em escala planetária.

Ele fundou a organização não-governamental Sociedade Planetária e passou grande parte da carreira como professor da Universidade Cornell, onde foi diretor do laboratório de estudos planetários. Se tornou doutor em 1960 pela Universidade de Chicago.

Ganhou muita notoriedade também por seus livros de divulgação científica como pela série televisiva de 1980 Cosmos: Uma Viagem Pessoal, que ele mesmo narrou e co-escreveu.

O livro Cosmos foi publicado para complementar a série. Sagan escreveu também a obra Contact, que se tornou filme em 1997. Além de várias outras premiações ganhou em 1978, o Prémio Pulitzer pelo seu livro The Dragons of Eden.

Mestre em física (1956), e doutor em astronomia e astrofísica (1960), recebeu vários prêmios e condecorações pelo seu trabalho de divulgação científica. Sagan é considerado um dos divulgadores científicos mais carismáticos e influentes da história, graças a sua capacidade de transmitir as ideias científicas e os aspectos culturais ao público leigo.

Dentre tantas realizações científicas Sagan esteve vinculado ao programa espacial dos EUA desde seu começo.

Já na década de 50, trabalhou como assessor da NASA, onde um de seus feitos foi dar as instruções aos astronautas participantes do programa Apollo antes de partirem à Lua.

Ele participou de várias missões que enviaram sondas robóticas para explorar o Sistema Solar, preparando os experimentos para várias destas expedições. Foi o idealizador de incluir junto as sondas espaciais que fossem abandonar o Sistema Solar, uma mensagem universal que pudesse ser potencialmente compreensível por qualquer inteligência extraterrestre que a encontrasse.

A primeira mensagem física enviada ao espaço exterior foi uma placa anodizada, acoplada a sonda espacial Pioneer 10, lançada em 1972. Já a  Pioneer 11, levou uma cópia da placa, seria lançada no ano seguinte. Sagan continuou refinando suas mensagens sendo que mais elaborada e famosa que ajudou a desenvolver e preparar foi o paradoxo, que foi enviada pelas sondas espaciais Voyager em 1977.

Além de todo seu histórico e honrarias na ciência, foi também no ativismo social que Carl Sagan se tornou notoriamente importante. Usou seu conhecimento da ciência para alertar o mundo, pois ele acreditava na equação de Drake, onde até a ausência de estimativas razoáveis, sugerem a formação de um grande número de civilizações extraterrestres, mas a falta de evidências da existência das mesmas, somada ao paradoxo de Fermi, indicaria a tendência das civilizações tecnológicas a se auto-destruir, implicando no último termo da equação de Drake.

Isso despertou o seu interesse em identificar e divulgar as várias maneiras em que a humanidade poderia se auto-destruir, esperando ser capaz de evitar esta catástrofe e, finalmente, permitir que os seres humanos tornassem-se uma espécie capaz de viajar através do espaço.

Com base nestes apontamentos, saiu uma profunda preocupação de Sagan com uma potencial destruição da civilização humana em um holocausto nuclear. Esta reflexão acabou sendo destaque memorável no episódio final da série Cosmos, intitulado Quem fala em nome da Terra?.

Como todos esses pensamentos, Carl Sagan demitiu-se de seu posto de conselheiro no Conselho Científico da Força Aérea Americana e recusou-se voluntariamente a sua autorização de acesso ao material ultra-secreto da Guerra do Vietnam. Já em 1981, Sagan aumentou sua atividade política, especificamente sua oposição à corrida armamentista, durante a presidência do então Ronald Reagan.

Em março de 1983, Reagan anunciou a chamada Iniciativa Estratégica de Defesa, um projeto de bilhões de dólares para desenvolver um sistema abrangente de defesa contra ataques por mísseis nucleares, que ficou popularmente conhecido como o Programa Guerra nas Estrelas. Sagan era contra o projeto, argumentando que era tecnicamente impossível desenvolver esse sistema com a perfeição exigida.

Argumentava ainda que seria muito mais caro para produzir o sistema do que para o inimigo atacar através de outros meios, e que a construção deste sistema poderia desestabilizar dramaticamente o equilíbrio nuclear entre os EUA e a URSS, tornando impossível e impraticável qualquer progresso através de acordos de desarmamento nuclear e muito ao contrário, acelerar a corrida armamentista.

Mikhail Gorbachev já tinha declarado uma moratória unilateral para os testes com armas nucleares, que começariam em 6 de agosto de 1985, na comemoração do 40º aniversário dos bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki, mas administração Reagan havia refutado a iniciativa soviética, e se recusou a seguir o exemplo soviético.

Em resposta, ativistas anti-nucleares e pacifistas americanos realizaram uma série de protestos no local de testes nucleares em Nevada, que começaram na páscoa de 1986 e continuaram até 1987. Centenas de pessoas que começaram na páscoa de 1986 e continuaram até 1987. Centenas de pessoas foram presas, incluindo Sagan.

Sagan expondo sobre o inverno nuclear.

Em 1983 um grupo de cinco cientistas dos EUA: Richard P. Turco, O. B. Toon, T. P. Ackerman, J. Pollack e C. Sagan; sob a sigla TTAPS, divulgaram uma pesquisa sobre as consequências atmosféricas a longo prazo de explosões nucleares. Este estudo, ficou mais conhecido como Inverno Nuclear.

Um conflito nuclear que já assombrava o mundo há décadas acabou sendo o embrião de um cenário de terror explorado junto as mentes envolvidas e a própria civilização naqueles anos:

“Após a queda dos mísseis, tempestades de fogo engoliriam cidades ao redor do mundo, bloqueando o sol e envolvendo o planeta em nuvens de fuligem. As colheitas morreriam, as temperaturas despencariam, e todos aqueles que sobrevivessem às bombas morreriam lentamente em meio às ruínas”.

Esta foi a terrível previsão feita pelo Dr. Carl Sagan em 1983, criando uma imagem que chocou o mundo e que certamente mudou a história. Munido de seus conhecimentos e de suas ações politicas  o Dr. Sagan disse:

“Abaixo das nuvens, praticamente todas as fontes domésticas e selvagens de comida seriam destruídas”.

“A maior parte dos sobreviventes humanos morreria de fome. A extinção da espécie humana seria uma possibilidade real”

O cenário – amplamente explorado por aqueles que faziam campanha contra a guerra – era arrepiante, e pode ter ajudado a neutralizar a Guerra Fria.

O “inverno nuclear” como foi denominado as afirmações de Sagan foi um dos principais fatores que confirmaram a ideia de que a guerra nuclear não seria, e não poderia ser, vencida por nenhum dos lados.

Sagan destacou também, que a devastação da guerra nuclear não se restringiria aos países donos das armas nucleares à época, como o Reino Unido, os Estados Unidos e a União Soviética.

Sagan foi um dos membros de uma equipe de cientistas que publicou em 1983 um estudo na revista Science, usando técnicas de modelagem computacional para prever os efeitos de uma guerra nuclear de grande escala sobre o clima da Terra.

O “inverno nuclear” e a contribuição de Sagan para a definição do mesmo foi revisto em 2016 como um documentário do Retro Report em colaboração com o New York Times.

Sagan, foi o que mais se envolveu com a mídia, mostrando na época que mesmo que houvesse a chance da previsão estar errada, não valeria a pena correr o horrível risco de um conflito nuclear.

Afirmaria Sagan naquele Outubro de 1983: “As consequências globais da guerra nuclear não são algo que pode ser verificado através de experimentos, ou pelo menos, não mais do que uma única vez”. “Talvez todos nós tenhamos cometido erros nos cálculos, mas eu não apostaria a minha vida nisso.”

Um mês após as declarações de Carl Sagan e equipe sobre o inverno nuclear, a rede ABC coloca nos cinemas o “The day After”, mostrando como os Estados Unidos ficariam após atacados em um conflito nuclear. São duas horas de um filme com enredo depressivo e de extremas ansiedades.
Já em 1984, líderes mundiais pediram que as nações com poderes nucleares interrompessem os testes, classificando a corrida nuclear como um “suicídio global”.

Até Fidel Castro, que anteriormente havia apoiado a empreitada de Kruschev durante a Crise dos Mísseis de Cuba, mudou de ideia em relação às armas nucleares graças ao inverno nuclear definido por Sagan, assistindo a discursos de cientistas sobre o assunto. O trabalho de Sagan com o objetivo de popularizar a ideia do “inverno nuclear” fez com que ele fosse convidado para conhecer o Papa João Paulo II.

O alvoroço promovido pelo “Inverno Nuclear” provocou que as descobertas da equipe norte-americana foram rapidamente seguidas por pesquisas soviéticas sobre o assunto.

Mikhail Gorbachev afirmaria posteriormente:

“Os modelos elaborados por cientistas russos e norte-americanos mostraram que uma guerra nuclear resultaria em um inverno nuclear que seria extremamente destrutivo para toda a vida na Terra; este conhecimento foi um grande estímulo para que nós e as pessoas de honra e moralidade, agíssem em relação à situação”.

Consequência de toda esta discussão, em 1991 a União Soviética e os Estados Unidos assinaram o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START, na sigla em inglês), que levou a uma redução de 80% no número de armas nucleares estratégicas no planeta.

Seguindo um roteiro parecido com o The day after do século passado, um teaser de lançamento de filme sobre a terceira guerra mundial lançado neste século 21. Nele também se vê presente os alertas de Carl Sagan e sua equipe da TTAPS.
No entanto, como esperado, alguns consideram controversa a contribuição de Sagan. Muitos cientistas, incluindo alguns de seus próprios colaboradores, acreditavam que Sagan exagerou sobre os efeitos do inverno nuclear, possivelmente por motivos políticos.

Até seu colega, o Dr. Richard P Turco, que inventou o termo “inverno nuclear” , afirmara: “A ideia de que o inverno nuclear acabaria com a humanidade foi uma especulação de outras pessoas, incluindo Carl Sagan. Minha opinião pessoal é de que a raça humana não seria extinta, mas a civilização que conhecemos certamente acabaria.”.

Pesquisadores ainda acreditam que uma batalha nuclear poderia alterar o clima da Terra, mas não com a intensidade prevista por Sagan.

Pesquisadores da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, acreditam que um ataque “limitado” no qual 100 armas nucleares fossem detonadas poderia alterar o clima do planeta por 20 anos.

A liberação de fuligem na atmosfera levaria a décadas de “geadas mortais” e mudanças nas estações da Terra.

Uma enorme perda de ozônio em áreas habitadas levaria às temperaturas médias mais frias na superfície terrestre nos últimos mil anos.

Os pesquisadores dizem: “O conhecimento a respeito dos impactos de 100 pequenas armas nucleares deveria motivar a eliminação das mais das milhares de armas nucleares que existentes na atualidade.”

Contudo difícil prever que um ataque seria limitado a 100 armas nucleares, já que o potencial armazenado é muito maior que isto e as arrogâncias de um conflito pararia longe de algo limitado.

Fato é que Carl Sagan e suas equipes, evitaram o fim da civilização no século passado, e uma reflexão nos tempos atuais, mostra que os ensinamentos por ele divulgados podem estar sendo esquecidos, já que o número de players com armas nucleares vem aumentando tão quanto o número de artefatos.

Falecido em 20 de Dezembro de 1996, por consequências de uma doença rara (mielodisplasia), aos 62 anos, Carl Sagan se ainda vivo mostraria-se frustrado com esta ampliação do mundo nuclear e suas tensões no melhor estilo da “Guerra Fria”.


O monólito de Phobos…

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monolitophobos

Quem assistiu “2001 uma odisseia no Espaço (1968) e/ou sua sequência “2010, o ano que faremos contato (1984) dirigido e produzido por Stanley Kubrick, e co-escrito por Kubrick e Arthur C. Clark certamente deparou-se com a lembrança do famoso monólito deixado por civilização muito antiga.

Uma animação com sobreposição de imagens do monólito de Phobos.

Uma animação com sobreposição de imagens do monólito de Phobos.

Se nesses filmes de ficção, as vedetes eram a Lua e Júpiter, um monólito descoberto no final do século passado em Phobos, a maior e mais bizarra lua marciana, colocou a ficção num ponto de proximidade com realidade e colocou a região marciana mais uma vez em evidencia e mistério.

Tudo começaria em 1996, portanto 28 anos após o clássico “2001” quando a sonda norte-americana “Mars Global Surveyor” foi lançada em 7 de novembro daquele ano. Entrando em orbita marciana em 12 de setembro de 1997 e deixando um legado de mais de 240.000 imagens enviadas, entre elas as SPS252603 e SPS255103, ambas datadas de 1998.

Aparentemente não há relação deste com um outro monólito localizado na superfície de Marte, do qual a NASA afirmou ser um fenômeno comum naquela região da superfície marciana.

Estas imagens foram descobertas por Efrain Palermo, que realizou várias pesquisas em material obtido pelas sondas marcianas, e posteriormente confirmado por Lan Fleming, um outro pesquisador de imagens do Johnson Space Center, da NASA.

O monólito em Marte, também uma formação curiosa por sua geometria perfeita.

O monólito em Marte, também uma formação curiosa por sua geometria perfeita.


Monolith extrapolation

Uma das análises feitas por Palermo (acima). A proeminente sombra do monólito quando exposto a luz solar (abaixo)


Supostamente o monólito parece ser uma grande pedra, um matacão com aproximadamente 85 metros de diâmetro, uma estrutura geológica consistindo de uma única grande e massiva pedra. Monólitos também ocorrem naturalmente na Terra, porém devido à ausência de agentes erosivos em Phobos, foi sugerido que este monólito pode ser um pedaço ejetado durante o impacto de um asteroide.

Ele se torna muito brilhante devido ao reflexo da luz solar e se encontra próximo a cratera Stickney, uma das 3 grandes crateras do satélite marciano (as outras duas são Hall e Roche). Ele seria do tamanho de um prédio”, proporcionando uma sombra longa de muito destaque como mostram as imagens da sonda.

O monólito refletindo a luz solar.

O monólito refletindo a luz solar.

Se o monólito por si só, já desperta a curiosidade e imaginação das mais diversas, Phobos tem sido também um astro bem bizarro, juntamente com Deimos, a outra Lua de Marte.

Imagine-se na superfície de Marte. Phobos nasceria ao oeste e se poria a leste portanto contrariando outros objetos celestes. O satélite marciano tem aproximadamente um terço do tamanho de nossa. Além disto ele tem uma órbita muito próximo ao planeta, cerca de 6.000 km (nossa lua orbita a 385.000 km.).

Para manter órbita tão baixa, Phobos se move tão rápido que ultrapassa a rotação do planeta. Assim enquanto Marte tem uma rotação de 24 horas e 37 minutos, Phobos completa sua órbita em apenas 7 horas e 39 minutos.

Com esta órbita tão baixa e sobre o equador marciano, “quem” pudesse estar nos polos marcianos nunca a veria. O astro é um dos menos “luminosos” do Sistema Solar tendo a temperatura de 2º C em sua parte iluminada e -112º C no lado sombreado.

E ainda no final dos anos 1950 e nos anos 60, as características orbitais incomuns de Phobos levaram  a especulações de que ele poderia ser oco. Esta hipótise foi elaborada em 1958, pelo astrofísico russo Iosif Samuilovich Shklovsky, estudando a aceleração secular do movimento orbital de Phobos, quando então se abriu um universo de especulações entre as quais que a lua poderia ter uma origem artificial.

Shklovsky baseou sua análise em estimativas de densidade da atmosfera marciana superior, e deduziu por seus calculos  e pesquisas ser uma esfera de ferro oca 16 quilômetros.

A descoberta deste monólito, a ficção dos filmes mencionados, as anomalias orbitais desta lua marciana, e as especulações sobre sua densidade pelo astrofísico russo, entre tantas outras teorias, trouxeram ao cenário de discussão personalidades  científicas importantes entre as quais Carl Sagan e Buzz Aldrin:

Carl Sagan renomado astrônomo americano juntou-se ao astrofísico russo Shklovsky na produção do livro “Intelligent Life in the Universe”, publicado em 1998, para realçar a teoria de que a lua Phobos era um satélite artificial e observando resultados de uma série de medições e cálculos, Sagan chegou a mesma conclusão, de que Phobos deve ser mesmo oco, e uma lua oca não pode ser natural.

Em outro texto ambos teriam afirmado:

“Segundo o ilustre cosmo-químico norte-americano Harold C. Urey*, da Universidade da Califórnia, há milhares de milhões de anos Marte poderia ter possuído vastos oceanos capazes de dar origem à vida e, talvez, uma atmosfera de oxigênio…É possível que Phobos tenha sido posto em órbita no apogeu de uma civilização técnica em Marte…”

NOTA: T. Harold Clayton Urey, prêmio Nobel de Química 1934, descobridor do Deutério e da água pesada

Até Edwin “Buzz” Aldrin, segundo homem a pisar na Lua com a Apolo XI, numa entrevista ao Washington Journal  disse que o monólito na Lua marciana, era uma estrutura incomum e misteriosa que deveria ser pesquisada:

“Há um monolito lá. Uma estrutura incomum, um objeto em forma de batata que gira em torno de Marte uma vez a cada sete horas …: Quem colocou isso lá? – Quem colocou isso lá? O universo o colocou lá?. Se preferirem, foi Deus foi quem colocou ele lá …”

Aldrin também tinha afirmado que ele era um bloco muito grande e alto. Poderia ser uma construção primitiva que foi desenvolvida por criaturas que circularam por Phobos e, em seguida, desembarcaram no Egito e construíram as pirâmides. Eu não acredito, mas há pessoas que sim….

Seus pronunciamentos em nada revelaram ao que já se sabia e especulava-se, contudo as suas palavras foram importantes, pois ele foi o segundo homem na lua, era doutor em Ciências, engenheiro que se tornou um coronel da USAF, astronauta, e Embaixador da Exploração Espacial da NASA entre outras graduações e atribuições.


O empolgado Buzz Aldrin falando sobre Phobos. A NASA manteve silêncio a respeito de suas declarações


Apesar do envio nestas últimas décadas de várias sondas e robôs à superfície do planeta, pouco se tem feito para focar Phobos como possível objeto de investigação mais intensa, apesar que a Agencia Espacial Européia fez sua sonda Mars Express em 2003 chegar a 67 km de Phobos e coletar mais imagens e dados sobre o satélite marciano e deixando após suas análises a seguinte afirmação por seus porta-vozes:

“Anteriormente pensávamos em Phobos como um satélite que nos parecia um objeto sólido, mas pelos novos dados e observações em sua superfície, nos tem mostrado que não é tão denso como se esperava, mas sim mais poroso”, ressaltou a Agencia.

Já se passou muito tempo desde que o monólito foi descoberto mas tanto a NASA, ESA ou espólio espacial soviético (que também enviou várias sondas a região marciana) não confirmam e nem negam cada uma das teorias criadas na sombra do bloco gigante e da prória Lua anomala.

Talvez, porque não há nada a questionar, que nossas suposições são simplesmente o fruto de nossas próprias fantasias e sonhos … ou talvez exatamente o oposto, porque a verdade é tão surpreendente e tão diferente do que nós sempre dissemos que a credibilidade das agências e governos seriam para sempre manchadas, botadas à prova…



Existiu ainda o PRIME (Phobos Reconnaissance and International Mars Exploration) um projeto da Agência Espacial Canadense com proposta de financiamento da Optech e o Mars Institute para pousar um veículo no local onde está o monólito, uma missão não-tripulada que seria composta por um orbitador e um veículo de pouso, dotado de quatro instrumentos designados a estudar vários aspectos da geologia de Phobos. Mas o projeto PRIME continua apenas teórico e não possui previsão para uma data de lançamento. (Veja detalhes).

Veja também:

Marte está destruindo sua Lua

BLUELINE

Bibliografia/Fontes:

  • PIA04746: Boulders on Phobos – NASA Jet Propulsion Laboratory (California Institute of Technology)
  • Mullen, Leslie – New Missions Target Mars Moon Phobos, Astrobiology Magazine #04/30/2009
  • Mars ‘monolith’ fuels theories of alien life – The Telegraph  #08/06/2009
  • Shklovskii, I.S. & Sagan, Carl – Intelligent Life in the Universe, Emerson-Adams Press, Incorporated 1998
  • Fleming, Lan – Analysis of SPS252603 and SPS255103, 2000
  • Palermo, Efrain – Palermo’s Phobos Anomalies
  • Optech Incorporated – Canada Studies Mission to Mysterious Mars Moon, Spaceref #05/03/2007 

phobos

 

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