Encontrado Fóssil tecnológico !
Numa destas cenas do cotidiano, onde por algum motivo é levado a vasculhar sua área de despejo, seu quartinho de “tranqueiras”, seu depósito porta treco, etc., encontrei algumas preciosidades da era jurássica da tecnologia da computação, quando tive que reformar minha área despejo, por conta de uma gelasca, ocorrida em Janeiro.
Por conta deste motivo tive que reorganizar todas as coisas, e nesta passagem acabei encontrando peças e componentes da pré-história da tecnologia.
Entre eles um “cortador” de disquetes de 5,25”, ferramenta utilizada por mim desde as unidades de meu Unitron (Apple II) e TK3000 (Apple IIc), passando pelos meus PC´s XTs e alguns AT´s.
O uso desta ferramenta consistia em abrir a janela-entalhe, no corpo do disquete, para poder usá-lo (gravar sobre ele), ou abrir igual janela no outro lado para poder gravar na outra face, naquelas unidades de drives antigos de cabeça de leitura de apenas uma face por vez. Veja as figuras:
A antiguidade da ferramenta é tal, que a própria loja que vendeu também não existe mais, que era a “Audio a lógica do Som, do Video e do Computador”! Veja uma propaganda da loja em 1978, quando ainda cuidava só de Som.
Naqueles tempos, a briga por espaço de armazenamento já era crítica, porém da ordem de MBytes, já que tínhamos saído das gravações entediadas e cheias de erros das fitas K7, e as unidades de disquetes de 8” e 5,25” eram o máximo em tecnologia de armazenamento.
O padrão de disquetes nos anos 70/80 eram assim:
A ferramenta encontrada é portanto um fóssil tecnológico e virará um amuleto até desaparecer por algum descuido, e as outras antiguidades achadas, não sei ainda o que vou fazer. Criativo foi o que foi realizado e é mostrado no vídeo chamado The Phantom of the Floppera (uma alusão ao Fantasma da Ópera):
A harmonia da baderna !
Como acreditar que depois de um belíssimo show apresentado nos dias de Carnaval, uma baderna pudesse ocorrer na apuração das campeãs?
Mas isto aconteceu, transmitido ao vivo e em todos os detalhes, diante de uma apática repressão, imobilidade de todas as formas de segurança que alí estavam, mostrando também descrédito de que aquilo poderia acontecer.
Não é a tôa, que após, surgiram suspeitas de uma orquestração premeditada pelas próprias Escolas de Samba descontentes com a apuração e com a substituição de juizes, que não deixa mesmo de ser muito estranho.
A baderna num rítimo frenético também se estendeu além do Anhembi, com depredações e incêndios, com uma ação muito tímida de repressão já que se tratava claramente de um disturbio civil, e deveria ter sido duramente reprimido pelas forças de segurança.
As investigações que sucederam, mostraram que parte dos envolvidos são da marginália cada vez mais presente no país, e suscitam a velha suspeita que de escolas de samba podem ter alguma harmonia tênue com esta marginália.
Autoridades atonitas, tentavam dar declarações inócuas, que nem de longe justificariam a facilidade com que a baderna ocorreu.
Claro que como esperado, o evento estrapolou fronteiras sendo mostrado mundo a fora, como por exemplo estampado no portal do Yahoo no Reino Unido, conforme abaixo:
A samba competition turned violent during Carnival celebrations after hundreds of revellers started brawling in the streets.
The chaos started when a man jumped past security and ripped up the dance results at the Sao Paulo Carnival Parade contest just before the winner was announced.
Others followed in the madness by knocking over tables, damaging trophies and setting fire to dance floats.
The man was reportedly a member of Imperio de Casa Verde samba school, which did not look set to win the contest.
According to local reports, two arrests were made during the Latin festival, including the man who started the violence.
Veja as belas imagens do Carnaval de São Paulo em 2012 em nossa Galeria
Veja também as imagens aéreas da SPTuris, aqui
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O “doce” som das bagpipes.
Longe de ser um instrumento musical exótico, as bagpipes são rotineiramente usadas nas várias categorias e estilos de música, e sempre dão uma sonoridade peculiar que sensibiliza, tanto quem toca como quem escuta suas notas.
Usada em música popular, clássica, bandas escolares, bandas militares, grupos folclóricos de várias nações e até em sons experimentais e trilhas sonoras de filmes, a imagem da gaita-de-fole, assim como a do gaiteiro, é difundida como símbolo nacional da Escócia desde a Idade Média, quando os generais ingleses classificaram o artefato como instrumento de guerra, devido ao fato de o exército escocês usá-lo sempre durante a marcha e até mesmo em pleno combate.
Embora muito conhecida em vários países da Europa, sua origem se encontra bem distante da Escócia. De acordo com estudos, seu surgimento se deu em torno de 2.500 a.C. no Egito. Algumas descrições de espécies de instrumentos egípcios nos levam a flautas duplas, de canos delgados dotados de palhetas feitas de uma espécie de cana que cresce até hoje no Cairo, a arundo donax.
A gaita-de-fole atual difere em muitos aspectos dos instrumentos da Antigüidade e da Idade Média que a originaram, porém, sua forma e seu princípio de funcionamento permanecem semelhantes.
Para muitas pessoas, a gaita-de-fole estaria associada a povos descendentes dos celtas, os quais teriam criado e desenvolvido o instrumento. Muitas influências modernas contribuíram para essa crença, como o movimento New Age e a não observância de outros modelos além da gaita das Highlands. Mas isto é um mito, o conhecido “mito Celta”
O fato é que as gaitas-de-fole se desenvolveram independentemente dos povos celtas, sem qualquer relação com eles. Ocorreu pelas diversas correntes migratórias ao longo dos séculos por diferentes povos. Esse mito hoje é explorado principalmente por indústrias culturais de massas, em especial à fonográfica e à cinematográfica.
Tanto na Grécia antiga, como em Roma, há a presença do instrumento em geral, tocados por ninfas nas representações encontradas em vasos e mosaicos produzidos por estas civilizações.
Mas quando ouvimos ou falamos em gaita de foles o que vem automaticamente em nosso pensamento é a famosa gaita escocesa ou comumente conhecida “Great Highland Bagpipes”. Afinal também não há como não se encantar ao ouvirmos “Flower of Scotland”, “Scotland the Brave”, “Amazing Grace”, The Braveheart theme”
Apesar disto as gaitas de fole vão muito mais além das Highland Bagpipes. Existem muitas outras como a smallpipe escocesa, Shuttle pipes, gaitas com ponteiros cônicos, cilíndricos, que são tocadas e fazem parte de culturas e folclores de países como na França, Tunísia, Macedônia, Itália, Bulgária, Polônia, Espanha, Portugal, Croácia, Turquia, no Brasil (Gaita galega ou gaita minhota vinda das heranças portuguesas e espanholas).
(Veja a galeria de Bagpipes pelo mundo)
Contar a história das bagpipes, e tentar resumir séculos de evoluções e variações torna o espaço do blog e desta postagem algo difícil, portanto focar a Escócia e o modelo “Great Highland Bagpipes” nos dá um objetivo mais dinâmico.
No mundo inteiro há bandas marciais, bandas escolares, bandas militares, grupos folclóricos que usam os modelos escoceses e outros de natureza local. Muito provavelmente, há uma escola próxima com um banda de Fanfarra, que usa o instrumento, há algum desfile cívico/militar onde se pode apreciar este som, ou há algum filme cujo tema tem o uso de uma gaita de fole, enfim não faltará eventos que tragam este som para dentro de sí.
Um dos festivais mais tradicionais do mundo, se não o maior, é o “Edinburgh Military Tattoo Festival, que ocorre anualmente nesta localidade da Escócia, onde além das bandas militares locais, há a participação de bandas e grupos folclóricos, notadamente que utilizem algum “pipe” em seu show.
Bandas de várias partes do mundo tem participado, dos Estados Unidos, da Irlanda, França, da própria Inglaterra, do Brasil, de países árabes e asiáticos, enfim, é um evento sem precedentes para aqueles que gostam do som e do folclore associado a ele.
Além de festivais e desfiles que ocorrem por toda a parte do mundo, há performances em eventos comemorativos, eventos fúnebres, eventos militares e civis de natureza geral, com esta apresentação espetacular na catedral Dunblane:
Dentre tantas canções executadas sob a marcação daas gaitas de fole, uma das mais tocadas é “Amazing Grace” conforme pode se ver nesta apresentação do Edinburgh Military Tattoo:
Exemplo notável no cinema, em Coração Valente, também pode-se admirar, além das belas paisagens da Escócia, musicas com as Bagpipes, notadamente seu tema principal “The Braveheart sountrack”.
Na música popular há vários exemplos, onde destacamos “Mull Of Kintyre” numa edição de 1977 com Paul McCartney:
Vale a pena apreciar este som em todas as manifestações que possam existir, pois ele provoca sentimentos, e como sempre está associado a performances bem elaboradas, irradia uma beleza contagiante por onde passa.
Veja mais nos links abaixo relacionados:
Videos:
700 Pipers and Drummers in CalgaryGaita de fole solitária em Edinburgo
Royal Scots Dragoon Guards
Mull of Kintyre – Rhine Area Pipes & Drums – Military Tattoo Cologne 2004 Amazing Grace Royal scots dragoon guards list
Sites:
The Phantom Piper – Jane EspieConstrução de Gaitas de Fole Compre tudo sobre bagpipes Associação de Gaitas – Portugal Great Highland bagpipe American-Celtic Rock































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