Lojas Clipper, Dória e o Valentine Day…

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Saudosistas, aqueles que viveram a partir da segunda metade do século passado, se lembrarão das lojas “A Exposição-Clipper”. Com loja central no Largo Santa Cecília em São Paulo e outras unidades na mesma região, disputavam espaço com o Mappin, Garbo, Mesbla, Ducal, Pirani entre outras, ela é a responsável pela criação de uma data muito comemorada no Brasil, o “Dia dos Namorados” que difere de outros países.

Por exemplo, no último 14 de Fevereiro foi comemorado o Valentine´s Day,  que é o dia dos namorados na maioria dos países do hemisfério norte e também em alguns países da  América Latina como Argentina, Chile e Uruguai.

O dia de São Valentim, ou Valentine’s Day em grande parte do mundo ocidental é o dia de celebrar o namoro, fazendo com que a venda de flores, chocolates e presentes em geral atinja resultados grandiosos pela comemoração.

Graças à globalização e a tecnologia, a data em questão não passa despercebida por nós aqui também. Mas sabemos que é em 12 de junho que os presentes são trocados entre os parceiros apaixonados no Brasil. O motivo dessa data ter sido escolhida como Dia dos Namorados brasileiro tem sua origem bem diferente do Valentine Day dos Estados Unidos e de outros países.

Entre lendas e histórias o Dia de São Valentim remonta a AC nem sempre sendo uma passagem bonita tal como explica o historiador da Universidade do Colorado Noel Lenski que, entre 13 e 15 de fevereiro, os romanos celebravam a festa pagã de Lupercalia, que era comum não só o sacrifício de animais como cabras e cachorros, mas também a existência de uma fila de mulheres para serem agredidas pelos homens que realizavam esses sacrifícios. Para elas, segundo se acreditava, essa agressão poderia torná-las férteis.

Mas com a chegada do cristianismo, o dia de São Valentim acabou sendo usado pela Igreja para acabar com a tal Lupercalia, instituindo uma nova data comemorativa que teve início quando o imperador Claudius II proibiu o casamento entre jovens. O objetivo era diminuir o número de homens casados e ter mais soldados em seu contingente. Insatisfeito com a proibição, o bispo Valentinus desafiou a autoridade do rei e começou a realizar casamentos escondidos. Após descoberto, foi preso e condenado à morte. Na prisão, Valentinus apaixonou-se por uma moça cega, que era filha do carcereiro.

Com um milagre, ele recuperou a visão de sua amada e deixou-lhe uma carta antes de ser levado para a decapitação. No bilhete, havia a frase “from your Valentine” (do seu Valentinus).

Desta frase que surgiu então a expressão Valentine’s Day (Dia de São Valentim), data comemorada como dia dos namorados, até hoje nos Estados Unidos e em vários países do mundo, que é o dia 14 de fevereiro. Tornou –se então um evento ligado ao cristianismo e ao longo da história, autores como Shakespeare e muitos outros usaram esta data cristã de forma romântica em suas obras, contribuindo para popularizar e solidificar o Valentine’s Day.

 

Mas no Brasil a história foi outra e nada cristã e sim puramente comercial.

Poderíamos imaginar que o dia do original São Valentim por ser perto do Carnaval não combinava muito com namoro já que se tratava de uma festa profana. O mês de junho pareceria mais apropriado por se ser mais frio e incentivarem os casais namorarem sem “suar”…

Mas não foi por nada disto. A pedido de uma rede de lojas de São Paulo, “A Exposição Clipper” um publicitário chamado João Dória, pai do atual prefeito de São Paulo, foi contratado para elaborar a peça publicitária que fez com que o 12 de junho se tornasse marcado todo ano para os namorados brasileiros.

A escolha desta data aconteceu em 1945, com a percepção de que junho era um mês fraco para os negócios do comércio, pois o Dia das Mães já havia passado e a próxima comemoração boa para as vendas só seria apenas em agosto, com o Dia dos Pais. Além disto a data final escolhida era próxima do dia de Santo Antônio, o famoso santo “casamenteiro”, em 13 de junho. Em seu primeiro ano, a data tinha ainda um slogan agressivo: “Não é só com beijos que se prova o amor”. Entenda-se então: “por favor, COMPREM!”.

Foi um sucesso e a partir disto a data acabou se consolidando como uma das mais lucrativas para o comércio nacional ao lado do Natal, dia das mães, dos pais e da páscoa.

A criadora da data e sua publicidade


 

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São Paulo, 463 anos…

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E a megalópole chega em mais um aniversário, o 463º.

Sua fundação que se inicia com os Jesuítas, José de Anchieta e Manuel da Nóbrega que em meados de 1553 subiram a Serra do Mar, com a finalidade de encontrar um lugar seguro, para se instalar e catequizar os índios, se tornaria uma cidade grandiosa de números gigantes.

Mal sabiam ou supunham que ao adentrarem o planalto de Piratininga para encontrar um local ideal, uma região com ares frescos e temperados como a Espanha e uma terra sadia, rica em boas águas, se tornaria uma das maiores aglomerações do planeta.

E como religiosos que construíram um colégio em uma pequena colina, localizada próxima aos rios Tamanduateí e Anhangabaú, onde no dia 25 de janeiro de1554 celebraram uma missa, que é então reconhecida como a data de aniversário de São Paulo se tornaria um polo irradiador de conquistas, de desbravadores e de modernidade.

Tamanha é a extensão e a complexidade desta metrópole, que atualmente é a quinta maior cidade do mundo, conta com 12,04 milhões de habitantes. Sua região metropolitana possui cerca de 25 milhões de habitantes e é onde exerce sua maior influência.

São Paulo é a cidade onde todos se encontram, realizam, interagem e acolhe gente do mundo inteiro. É o lugar onde a versatilidade e a criatividade são a normalidade. É considerada um dos maiores polos gastronômicos do mundo. Uma rede de mais de mil restaurantes oferece comidas típicas nacionais e internacionais. Por isso, lazer em São Paulo tem que obrigatoriamente incluir um restaurante.

São Paulo acolhe a todos sem distinção de raça, credo ou cor e é uma cidade de todas as línguas e sotaques, de e todos os credos e certamente paladares.

E tudo começou ali no alto da colina de Piratininga, onde existia uma tribo de índios que foram catequizados ao cristianismo por José de Anchieta e sua turma. Piratininga virou São Paulo e o Colégio virou a megalópole como conhecemos. Maior cidade da América do Sul, e por sua importância na economia do Brasil, abriga grande sedes de grandes empresas nacionais e internacionais e é referência obrigatória para os negócios.

O PIB paulistano é de US$ 267 bilhões (se a capital paulista fosse um país estaria entre as 50 maiores economias do mundo, entre a Finlândia (US$ 273 bilhões) e o Chile (US$ 259 bilhões). De acordo com Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Comparando com as unidades federativas e regiões, o PIB da capital paulista é um terço do próprio Estado de São Paulo e 94% de todo o PIB do Estado do Rio. E os PIBs das regiões Centro-Oeste e Norte ficam abaixo do PIB paulistano.



São Paulo é uma cidade internacional, que acolhe várias comunidades de todo o mundo entre sua população total. No tocante ao turismo é a porta de entrada para o Brasil para desespero de uma certa emissora de TV que manipula esta informação para seus interesses. São Paulo se destaca ao receber por ano 15 milhões de visitantes, dos quais em torno de 3 milhões são estrangeiros (Anuários do Observatório de Turismo). No tocante aos visitantes nacionais eles procedem principalmente do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba. Já entre os estrangeiros, o principal turista é o americano seguido do argentino. O Aeroporto de Cumbica, privatizado, com seus 3 terminais de passageiros e um de carga é o que sente esta movimentação vibrante, que se junta as 3 Rodoviárias instaladas na capital.

Por seus estrangeiros residentes e adotados e pela circulação de pessoas do Brasil inteiro e de todo o mundo tem uma diversidade cultural sem precedentes. Um dos maiores polos culturais do mundo, segundo as estatísticas internacionais. Seus eventos, seus museus, sua gastronomia, sua arquitetura e sua modernidade tecnológica mostram toda esta pujança de misturas. Não a toa é uma cidade global.

Conhecida e admirada por muitos, a capital que acolhe todos e tudo, possui uma vasta herança cultural, que vai da mistura de sotaques até as belezas arquitetônicas espalhadas pela cidade, premiando a engenhosidade dos que nela vivem.

Após um ano de instabilidades política e econômica e da desastrosa gestão dos últimos quatro anos, a cidade de São Paulo completa 463 anos no próximo dia 25 de janeiro, demonstrando que não apenas manteve sua grandeza após o conturbado 2016, mas que irá manter seu protagonismo para ajudar o país a retomar ao rumo do crescimento. José de Anchieta certamente se orgulharia espantado claro com o gigantismo de tudo isto.

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Veja também:

Bibliografia/Fontes:

  • Crédito para as inserções: Flying Filmes, Thiago Oliveira, Arsenal Filmes, Expedia Travel, Spaceview, Drones Imagens Aéreas.

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