O 15º Ato: perigo a vista …

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Ao olhar o que colocamos nas ruas na época do impeachment, é preocupante o povo que foi às ruas neste 26 de março.

Com uma agenda de protesto composta de itens mais graves que o próprio destronamento de Dilma, o povo não compareceu à altura neste domingo. Lista Fechada, ameaças a Lava Jato, reforma da previdência seletiva, um STF e PGR blindadores dos meliantes da republica, um congresso se fechando em sí mesmo, Foro Privilegiado, etc., são causas que justificariam lotar todos os espaços das avenidas e praças deste Brasil para ecoar bem alto a insatisfação com o  rumo desastroso que estamos trilhando.

Bom para a imprensa toda à esquerda, que entrou em êxtase para comemorar o “fracasso” das ruas.   Esta mídia que tem no seu roteiro ignorar os 50 que vão às ruas por Lula e cia., tem como meta desprestigiar qualquer manifestação verde-amarelo que não tenha grande adesão, a ponto de chama-la de manifestação vazia, ou seja a quantidade de pessoas de uma manifestação só ganha destaque quando o protesto não é da esquerda. Nestes quando há, tal dado some das manchetes ou quando mencionam é feito sem destaque, nos rodapés ou nas ultimas linhas.

Se nossos políticos já tem o péssimo hábito de fazer-se em causa própria, com a omissão das ruas ficaram livres e soltos para consagrar seus péssimos atos. Os motivos graves que existem deveriam ser força motora para promovermos sucessivas “primaveras árabes” para incomodar e destronar os incautos dos poderes da república.

E pensar que a poucos dias atrás milhões lotaram as ruas durante os dias de carnaval

Que na próxima vez, venhamos a se “empolgar” como já o fizemos em outras manifestações que trouxeram os resultados.



Relembre os outros atos cívicos:


Simulação do horror: bomba nuclear em São Paulo…

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Nos tempos da guerra fria onde o clamor estratégico era o Oriente x Ocidente, haviam notícias que misseis potencialmente nucleares estavam apontados para grandes cidades influentes do Ocidente e de mesma forma para cidades da então chamada cortina de ferro. São Paulo era uma delas embora a população não época nem se importava ou não sabia disto, apesar da imprensa noticiar algumas vezes. Por sua importância econômica principalmente, era alvo certo numa eventual guerra entre os aliados dos Estados Unidos com a URSS/China…

Mas a guerra esfriou de vez, e hoje embora existam relações difíceis, parece não haver claramente mais ameaças daquele tipo. Contundo com aproximadamente 17 mil bombas ou artefatos nucleares e em muitas mãos diferentes, algumas inclusive com líderes rancorosos, somado as ameaças terroristas o risco da catástrofe não pode ser 100% descartado.

Os artefatos nucleares de hoje são muitas vezes mais potentes que aquelas bombas lançadas no Japão em 1945. Se a Little Boy lançada em Hiroshima tinha uma potência de 15 Kilotons (equivalente a 15 mil toneladas de dinamite) hoje este valor está multiplicado muitas vezes, chegando próximo dos 50 megatons (50 milhões de toneladas de dinamite).

Apesar desta grande faixa de potencialidade o cenário destrutivo obedece sempre a mesma sequência já que quando uma bomba nuclear explode, uma grande quantidade de energia é liberada em um volume pequeno de ar. Uma grande bola de fogo, brilhante e mais quente do que a superfície de sol (mais de 5 milhões de ºC) começa a se expandir.

Quando ela cessa a expansão, gera uma parede de energia (chamada de onda de propulsão), que é um deslocamento do ar a uma enorme velocidade, que vai se amortecendo conforme a distância percorrida.

Esse ar quente e veloz incendeia e derruba praticamente tudo no caminho nos quilômetros mais próximos do epicentro da detonação em poucos segundos.

A explosão provoca uma chuva radioativa de elementos como raios gama, raios-X e nêutrons, resultado da decomposição do urânio ou plutônio. Invisível, a radiação é letal, já que afeta as células, muda o funcionamento do organismo, causando a falência de órgãos, colapso do sistema imunológico e, a longo prazo câncer.

Se a praça da Sé fosse escolhida como epicentro e o artefato de 1 Megaton fosse detonado no solo, toda a praça e a estação Sé do metrô, seriam transformados numa enorme cratera de mais de 300 metros de diâmetro e aproximadamente 70 metros de profundidade.

Voltando a São Paulo, se uma tragédia destas acontece por aqui é possível simular o que aconteceria, com o uso de duas ferramentas disponível abertamente.

Como exemplo usaremos um modelo muito usado com ogiva que tem 1 megaton (W-59 Minuteman) e observem o estrago que uma bomba 70 vezes mais potente que Hiroshima detonada na praça da Sé, o marco zero de São Paulo faria:

Os valores da simulação podem sofrer pequenas variações entre as ferramentas usadas:

A simulação realizada pela ferramenta NUKEMAP (http://nuclearsecrecy.com/nukemap/), fornece mais opções de bombas e escolha de dados.

No Epicentro

Ninguém escaparia com vida neste ponto morreriam praticamente na hora da detonação. Caso esta fosse no solo uma enorme cratera surgiria de 2 a 3 vezes maior que a profundidade da estação Sé do Metro e tão quanto com relação a seu diâmetro. Da própria estação e da Catedral provavelmente sobrariam apenas alguns escombros de concreto de suas estruturas.  A estimativa de mortos seria maior se fosse um dia de circulação normal, não final de semana ou de feriados. Construções mais antigas que cercam a praça seriam pulverizadas.

A 1 Km do epicentro

É ainda considerada a área da bola de fogo. O índice de vítimas fatais instantâneas seria também muito alto. Nada também ficaria em pé nesta distância. Ícones de São Paulo, como o edifício Matarazzo (Prefeitura), Teatro Municipal, Edifício Altino Arantes (Banespão), Edifício Light (Alexandre Mackenzie), edificações altas e antigas da Rua Libero Badaró e da Praça do Patriarca, Pátio do Colégio, Prédio da CEF, enfim desabariam e a bola de fogo persistente com temperatura aproximada do Sol, faria pessoas e objetos dentro dela simplesmente se desintegrarem.

A 4 Km do epicentro

A pressão gerada pela explosão derrubaria a maioria dos prédios desta região. A Av. Paulista por exemplo então um dos centros econômicos da cidade com circulação diário de mais de 1 milhão de pessoas, onde estão instalados muitos edifícios de grandes empresas, de hospitais e faculdades se tornaria um amontoado de destroços. A forte radiação, somada às temperaturas altíssimas e de fortes ventos carregados de destroços, estilhaços, mataria aproximadamente 98% da população da região.

A 7 Km do Epicentro

Os ventos dentro desta distancia ainda seriam altos com uma velocidade semelhante ao furacão Katrina, em torno de 250 km/h.  Casas ruiriam e edifícios antigos também e os mais modernos caso resistissem se tornariam construções “mal assombradas” tal a quantidade de danos estruturais. Esta região é denominada “Lethal area“ ou seja é a área onde o número de sobreviventes lesionados é semelhante ao de mortos. Além do colapso das edificações, as lesões são universais e as fatalidades são generalizadas.

De 12 a 16 km do Epicentro

Ventos ainda em torno de 65 km/h não danificariam edificações maiores, mas as menores ainda poderiam sofrer avarias. Entre 30 a 40% da população desta distancia ainda poderiam ser feridas com gravidade. Estes ferimentos seriam normalmente queimaduras de terceiro grau estendendo-se através das camadas da pele, frequentemente indolor porque os nervos da dor são destruídos. Como consequência causam graves cicatrizes ou incapacidade que poderão exigir amputações. Nesta população há 100% de probabilidade para queimaduras de 3º grau com dimensões de 11,3 cal / cm2.



“The days after”

Pudesse um observador se instalar em alguns mirantes como o Mirante da Cantareira ou o Pico do Jaraguá por exemplo, contemplaria um cenário desolador, com imensas áreas devastadas, escombros de toda espécie, incêndios a perder de vista, um gigantesco coral de vozes e gemidos dolorosos, um cheiro irreconhecível do tamanho da catástrofe. Como a radiação lançada pela bomba do ensaio (1 megaton), estaria uma população ainda gigantesca sofrendo de morte celular e de mutações.

O alcance mais externo do epicentro de acordo com estudos mostrariam que conforme a velocidade do vento “radioativo”, 50% das pessoas localizadas nesta faixa de até 16 quilômetros morreriam em 96 horas depois e quanto mais próximo do epicentro, certamente esse percentual seria maior. Referenciando-se ao exemplo de Hiroshima, mesmo que as pessoas não morressem nos primeiros seis meses após a exposição a esta catástrofe, elas viriam a morrer de câncer resultante da mutação após algumas dezenas de anos, conforme depoimentos de estudiosos no assunto.

O legado imediato seria de acordo com a simulação e considerando dados populacionais da cidade, de, 1.764.160 de pessoas mortas instantaneamente e mais de 4.800.000 de lesados gravemente, pelos vetores da radiação, calor (queimaduras), ventos insuportáveis, e circulação de escombros de toda ordem.

Ao longo de horas e dias após a explosão se constataria ainda a radiação contaminando os grandes rios e córregos, com reflexos nas represas da grande São Paulo, até então fonte de abastecimento da cidade.

Consequências residuais não menos graves atingiriam as cidades da Grande São Paulo comprometendo o cinturão verde. Danos ambientais seriam incalculáveis. Ventos levariam a radiação residual para além das fronteiras de São Paulo, dependendo apenas das direções climáticas no ato estabelecidas.

A reconstrução e recuperação da cidade teria cifras trilhonárias, com a ajuda nacional e internacional, e duraria anos, além claro de milhões amargando por décadas as sequelas da radiação sofrida.

Realmente não dá nem para pensar numa ocorrência dessas, pois a dimensão dela é absurdamente inimaginável.


Este aplicativo é mais simples. Trata-se do Ground Zero usado em projeto educacional de crianças em escola básica. Apesar de mais simples que o NUKLEMAP, e possivel realizar uma boa simulação, bastando escolher a cidade e o tipo de artefato (weapon). Faça sua simulação para sua cidade.


Bibliogrtafia/Fontes:

  • Rosa , Luiz Pinguelli – Não ficará ninguém para contar, Editora Lua Nova – 1985, São Paulo
  • Bethe, Hans – The Atomic Bombings of Hiroshima and Nagasaki, The Manhattan Engineer District  – 29/06/1946, UCLA-Los Angeles
  • Yamazaki, James  N., Fleming, Louis B. – Children of the Atomic Bomb, Hardcover – 1995, Durham and London
  • Wellerstein, Alex –Restricted data, The Nuclear Secrecy Blog – 2017, Hoboken, New Jersey
  • Mari, Carlos – Ground Zero II, Carlos Labs – March – 2015, Singapure

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