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Encontrado Fóssil tecnológico !

Numa destas cenas do cotidiano, onde por algum motivo é levado a vasculhar sua área de despejo, seu quartinho de “tranqueiras”, seu depósito porta treco, etc., encontrei algumas preciosidades da era jurássica da tecnologia da computação, quando tive que reformar minha área despejo, por conta de uma gelasca, ocorrida em Janeiro.

Por conta deste motivo tive que reorganizar todas as coisas, e nesta passagem acabei encontrando peças e componentes da pré-história da tecnologia.

Entre eles um “cortador” de disquetes de 5,25”, ferramenta utilizada por mim desde as unidades de meu Unitron (Apple II) e TK3000 (Apple IIc), passando pelos meus PC´s XTs e alguns AT´s.

O uso desta ferramenta consistia em abrir a janela-entalhe, no corpo do disquete, para poder usá-lo (gravar sobre ele), ou abrir igual janela no outro lado para poder gravar na outra face, naquelas unidades de drives antigos de cabeça de leitura de apenas uma face por vez. Veja as figuras:

Ferramenta adquirida na Audio nos anos 80

Entalhe onde se inserria o disquete

Entalhe por onde se colocava o disquete -Vista Lateral

Entalhe realizado para se gravar no disquete

Uso da Ferramenta para entalhar o outro lado do disquete

Corte realizado no outro lado do disquete

A antiguidade da ferramenta é tal, que a própria loja que vendeu também não existe mais, que era a “Audio a lógica do Som, do Video e do Computador”! Veja uma propaganda da loja em 1978, quando ainda cuidava só de Som.

Propaganda da Audio em 1978, ainda sem Video e Computadores

Naqueles tempos, a briga por espaço de armazenamento já era crítica, porém da ordem de MBytes, já que tínhamos saído das gravações entediadas e cheias de erros das fitas K7, e as unidades de disquetes de 8” e 5,25” eram o máximo em tecnologia de armazenamento.

O padrão de disquetes nos anos 70/80 eram assim:

Tabela das características de Unidades de 8 e 5,25 polegadas

Unidade de 5,25", encontrada também!

A ferramenta encontrada é portanto um fóssil tecnológico e virará um amuleto até desaparecer por algum descuido, e as outras antiguidades achadas, não sei ainda o que vou fazer. Criativo foi o que foi realizado e é mostrado no vídeo chamado The Phantom of the Floppera (uma alusão ao Fantasma da Ópera):

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Isetta: do pioneirismo ao sonho da volta !

É notório que são nos momentos de crise, que a criatividade e esforços se concentram na busca de soluções, muitas vezes nada convencionais, para resolver determindas situações. É assim que se inicia a história do famoso “bubble car” chamado Isetta, que aqui no Brasil ficou conhecido como Romi-Isetta.

A história começa após a 2ª guerra mundial, onde uma grande parte da população Européia, encontrava-se com dificuldades financeiras, não podendo ostentar então o “luxo” de possuir um automóvel para suas necessidades e lazer.
Nesta situação difícil as pessoas se locomoviam com scooters (lambretas), bicicletas e motocicletas. Aproveitando o cenário o empresário Renzo Rivolta, proprietário da empresa Isotherm, fabricante de refrigeradores, em Milão, que já era fabricante de Scooters e motocicletas, decidiu entrar no ramo de automóveis, criando a empresa de nome Iso Automoveicoli-Spa e em meados de 1952, apresentou um veículo de criação de seu engenheiro aeronáutico Ermenegildo Preti e seu colaborador Pierluigi Raggi.

Tratava-se de um veículo de características peculiares, como porta frontal para facilitar o acesso ao interior, e pequenas dimensões, boa dirigibilidade e performance suficiente para a época (máxima de 80 km/h) com um consumo de até 25 km com apenas um litro de gasolina.

O Sr. Renzo, nomeou o projeto de Isetta, ou seja, pequeno Iso. Que para alguns, na época, era resultado de uma colisão entre um scooter, uma geladeira e um avião.
A primeira apresentação do veículo, foi no salão de automóveis de Turim, em 9 de abril de 1953.
Com estas peculariedades de racionalidade e economia, da entrada frontal, baixo consumo e tamanho reduzido, e certamente seu sucesso, o Isetta não teve uma vida longa na Itália e sua fabricação encerrou-se em 1956.

BMW Isetta 250-1955 no Museu da BMW

A Iso, que não exportava seus veículos, e limitou-se a licenciá-lo para outros fabricantes fora da Itália, que produziram também outras variações para transporte, que poderão ser visto em nossa galeria e links relacionados.

Houveram também alguns modelos da Iso para transporte, um micro caminhão, que foi fabricado na Bélgica e Espanha. A Iso não exportava o veículo Isetta.

As principais s características técnicas tomando como base o modelo brasileiro, Romi Isetta 300 de Luxe, que foi fabricado de 1959 a 1961, era:

Motor e transmissão,BMW, ciclo de quatro tempos, resfriado por turbo ventilador,um cilindro com 72mm de diâmetro e 73mm de curso,volume de 298 cm³ (300cc), taxa de compressão de 7:1,potência de 13HP a 5200rpm.

Seu bloco e cabeçote eram construídos em alumínio fundido. Cabeçote com câmara de combustão hemisférica, válvulas em “V” e fluxo cruzado entre admissão / escapamento (cross-flow).

O Chassis era rígido, construído com tubos de aço; sua suspensão dianteira era independente, sobre braços oscilantes, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos; suspensão traseira por meio de dois feixes de molas quarto elípticas e amortecedores hidráulicos telescópicos.

A direção era por meio de volante com caixa de redução; diâmetro de viragem de aproximadamente 8m: Rodas de disco de aço, com aros em duas peças para facilitar a montagem dos pneus; pneus 4,50 x 10″; pressões dos pneus dianteiros 16 psi, pressões dos pneus traseiros 14 psi.

A distância entre eixos 1,50m; bitola dianteira 1,20m; bitola traseira, 0,52m, e os freios eram hidráulicos nas quatro rodas, com superfície total de 325 cm².

Isetta Kabine 150-Heinkel

Uma das primeiras modificações que ocorreram foi quando o projetista de aviões Ernst Heinkel, viu o Iso Isetta, naquela feira de lançamento em Turim (1953) , e achou que poderia fazer um veículo melhor, usando seus conhecimentos de avição. Mais rápido e com um motor menor, 150 cm³. Iniciou com o modelo Kabine 150, com maiores vidros e mais comprido. Em outubro 1956, lançou o modelo Kabine 153 (três rodas) e 154 (quatro rodas) com o motor de quatro tempos e 203cc. Uma licença para a construção o Heinkel foi vendida para a Argentina, onde uns 2000 exemplares foram vendidos até 1961. Existiu um modelo conhecido como Heinkel-Trojan.

Mas com relação a Isetta original, a fábrica Iso resolveu inscrever , quatro de seus modelos Isettas na corrida “Mille Miglia” (1.000 milhas) de 1954. Os Isettas terminaram 1, 2 e 3 no índice do desempenho.
Este resultado chamou a atenção de alguns ”olheiros” da alemã BMW, que produzia seus carros médios, modelos 502 e 507, mas eram carros médios a grandes e que poucos alemães poderiam comprar na economia da pós guerra. Em conseqüência disto, a companhia procurava alternativas de produção de um carro menor, barato e econômico, e o Isetta se encaixava perfeitamente nesta necessidade. A fabrica Iso, licenciou o carro para a BMW em 1955, tendo inicio da produção em 1956.

A empresa adotou um motor monocilíndrico de produção própria, de 243cc, para equipar o veículo, e em 1957, lança também um modelo derivado, o BMW 600, baseado no Isetta mas com maiores dimensões, motor traseiro de 2 cilindros e capacidade para quatro passageiros.

Em Maio de 1962, a BMW encerrou a produção do BMW Isetta. Foram construídas 161 728 unidades.

Além da Alemanha, Bélgica, Espanha e a França (VELAM) o veículo também foi licençiado ao Barsil.

Na Grã-Bretanha, a BMW criou Isetta de 3 rodas, pois havia alguns incentivos de impostos, tornando o veículo mais barato, porém como esperado o veículo apresentava problemas de estabilidade e o projeto durou pouco. Apenas 1750 unidades foram fabricadas.

Por aqui, o Romi-Isetta foi o primeiro automóvel produzido no Brasil, entre 1956 e 1961, pelas Indústrias Romi S.A., com sede em Santa Bárbara d’Oeste, interior de São Paulo.

Em 1955, a Iso concedeu os direitos de produção do Isetta para a empresa brasileira Indústrias Romi S.A., fabricante de máquinas industriais e agrícolas fundada em 1930 pelo comendador Américo Emílio Romi e seu enteado Carlos Chiti, com sede em Santa Bárbara d’Oeste (São Paulo).

Linha de produção da Romi-Isetta em Santa Bárbara do Oeste,SP

Logotipo adotado pela Romi em 1955

Ainda em 1955, foi publicada a notícia no jornal Diário de São Paulo (Diários Associados) em 28 de agosto de 1955, informando que as indústrias Romi produziriam do Romi-Isetta no país. Lançado em 5 de setembro de 1956, o Romi-Isetta se consistiu no primeiro automóvel de passeio de fato fabricado em território brasileiro.

A estratégia de publicidade adotada pelo fabricante visava expor o modelo a diferentes públicos: de segundo carro para a família ao estudante universitário. Algumas peças publicitárias foram criadas visando o público feminino, como por exemplo o anúncio que exibia uma mulher saindo de uma gaiola para entrar em um Romi-Isetta, com os dizeres “agora sou livre”. Anúncio da Romi-Isetta de 1961. Outras propagandas estão em nossa Galeria de imagens.

O projeto original foi mantido pelas Industrias Romi que usou os motores (198 cm³) da Iso até 1958, quando foram trocados pelos motores BMW de 300 cm³.

Mas nem a simpatia que Juscelino Kubitschek, dizem, nutria pelo Romi-Isetta salvou a carreira do carrinho que, lançado em setembro de 1956, é considerado o primeiro automóvel brasileiro, com 70% de nacionalização. Afinal, foi num Romi-Isetta, de chapéu e capa de chuva, bandeira do Brasil na mão, que JK entrou triunfalmente em Brasília, em 3 de fevereiro de 1960, à frente da Caravana de Integração Nacional.

Na verdade JK chegara de helicóptero, mas apareceu na TV e nas fotos dos jornais e revistas num Romi-Isetta da caravana que rodara 6,9 mil quilômetros do Rio a Brasília para conhecer a cidade que ele inauguraria em 21 de abril.
Apelidado de lambreta grávida pela irreverência brasileira dos anos 50, o Romi-Isetta acumulou três mil unidades produzidas e deu emprego a 1,2 mil pessoas em Santa Bárbara d’Oeste, SP, até ser tirada de linha em 1959 (e peças até 1961). Os saudosistas atribuem sua curta vida falta de incentivos fiscais, que fez o preço ser elevado e portanto tornando um veículo caro, a complôs variados e à falta de apoio do Geia (Grupo Executivo da Industria Automobilística), que aprovava apenas carros com pelo menos duas portas e dois bancos: o carrinho italiano só tinha um banco e porta frontal. Nem a substituição do anêmico e fumarento motor Iso, de 198 cm³ a dois tempos – óleo misturado à gasolina – por um BMW de 300 cm³ salvaram o exótico veículo, que tampouco fez sucesso na Itália, França, Bélgica e Espanha, saindo-se melhor na Alemanha, onde a BMW o produziu sob licença e vendeu mais de 161 mil unidades.

A BMW encerrou sua produção em 1962, Já que havia conseguido sair de sua crise. Analistas da época dizem que foi a Isetta responsável pela recuperação financeira da BMW e também já produzia os modelos: BMW 600, um veículo de 2 portas e lugar para 4 passageiros e BMW 700, versão esportiva da série 600.

Muitas unidades ainda existem nas mãos de colecionadores, restauradores, tunning e de replicadores, como é amplamente mostrado em nossa Galeria de imagens, e nos links relacionados.

Veja o video da comemoração de um dos aniversários da Isetta no Brasil:


O POSSÍVEL RETORNO:

Desde 2007/2008 primeira crise economica do século e a mais recente crise da Europa, tem-se apresentado novos projetos de carros economicos, algumas empresas inclusive já aderindo e produzindo o conceito de mini-carro, ou os famosos caros-de-cidade, e há rumores da volta do Isetta, claro pelas mãos da BMW, que foi a que aperfeiçoou o modelo e teve nele sua recuperação lá nos anos 50/60.

Em 2009 a BMW já anunciava uma divisão voltada a carros urbanos pequenos e sustentáveis. A idéia era fazer concorrencia, por exemplo, com a Smart, marca da Mercedes-Benz que oferece o Fortwo.

O presidente do conselho da BMW, Norbert Reithoper, disse que um dos produtos será o Megacity, veículo elétrico que faz parte do chamado ?Projeto i? (será “i” de Isetta?) e já se encontrava em desenvolvimento.

O objetivo era criar conceitos de mobilidade para cidades com mais de 10 milhões de habitantes. Reithoper afirmou que o programa conta participação da Bosch e da Samsung. As duas empresas seriam fornecedoras das baterias de íons de lítio para o veículo que, segundo informações da agência de notícias Reuters, é esperado para agora neste inicio de década.

Até então, o executivo chamava o futuro carro de «Megacity Vehicle». “Com o Megacity Vehicle pretendemos estabelecer uma cadeia de valores realmente sustentáveis, desde o desenvolvimento até à produção e vendas”, dissia Reithofer.

Segundo Greg Zyla, da GateHouse News Service há rumores de que a BMW reviva o conceito do Isetta e o torne um veículo de zero emissões(ZEV), claro com um design novo, mas imitando o antigo, conforme mostrado na foto, com a pretenção de chegar por exemplo no mercado dos Estados Unidos em 2015 em diante.

Não deve ser esquecido também a parceria entre a BMW e a Fiat em 2008, no sentido de desenvolvimento conjunto de unica plataforma de bubble cars modernos inspirando-se no design do BMW Isetta e no Fiat Topolino, e trazendo todas as exigências modernas de emissões, segurança e economia. (VEJA O ARTIGO).

Não há mais muitos detalhes revelados, mas é claro a intenção, por conta da crise e de regras mais duras contra a emissão de carbono, que há predisposição de se ter um automóvel orientado para o meio urbano, prevendo-se que seja este o anunciado regresso do Isetta.

Há portanto rumores de que o Megacity assinalará o retorno da Isetta. A BMW usou a marca de origem italiana entre 1955 e 1962 para fazer compactos.

As especulações surgiram de forma muito forte, há aproximadamente 2 anos, após a empresa alemã divulgar um vídeo de seu novo museu em Munique (veja abaixo) em que aparecem diversas miniaturas de Isetta. Segundo sites e blogs sobre automóveis, a versão moderna da marca se chamaria i-setta.

A conferir e saudar o grande retorno !


Links Relacionados:

Videos:

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A harmonia da baderna !

Como acreditar que depois de um belíssimo show apresentado nos dias de Carnaval, uma baderna pudesse ocorrer na apuração das campeãs?

Mas isto aconteceu, transmitido ao vivo e em todos os detalhes, diante de uma apática repressão, imobilidade de todas as formas de segurança que alí estavam, mostrando também descrédito de que aquilo poderia acontecer.

Não é a tôa, que após, surgiram suspeitas de uma orquestração premeditada pelas próprias Escolas de Samba descontentes com a apuração e com a substituição de juizes, que não deixa mesmo de ser muito estranho.

A baderna num rítimo frenético também se estendeu além do Anhembi, com depredações e incêndios, com uma ação muito tímida de repressão já que se tratava claramente de um disturbio civil, e deveria ter sido duramente reprimido pelas forças de segurança.

As investigações que sucederam, mostraram que parte dos envolvidos são da marginália cada vez mais presente no país, e suscitam a velha suspeita que de escolas de samba podem ter alguma harmonia tênue com esta marginália.

Autoridades atonitas, tentavam dar declarações inócuas, que nem de longe justificariam a facilidade com que a baderna ocorreu.

Claro que como esperado, o evento estrapolou fronteiras sendo mostrado mundo a fora, como por exemplo estampado no portal do Yahoo no Reino Unido, conforme abaixo:

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E a rainha escorregou …

Ilustração de Rita Lee pelo cartunista Walter Teixeira

Na madrugada do último domingo (29/01), o noticiário foi assolado por um episódio lamentável, onde durante o seu show de despedida em Barra dos Coqueiros (SE), Rita Lee foi detida porque teria xingado policiais que faziam a segurança no local de “cavalos”, “cafajestes”, “cachorros” e “filhos da puta”

Claro que a presença polícial ali, estava também para conter a circulação de drogas, entres elas a própria maconha, reverenciada por Rita em pleno palco, como amplamente divulgado.

Na apologia ao baseado, talvez quisesse dar um ar de anos 60 neste seu ultimo show, afinal estas ocorrências de drogas eram comuns naqueles anos em shows abertos, notadamente maconha e LSD. Ocorre que certamente Rita sabe disto, as coisas mudaram muito, pois sabidamenente naqueles anos os protagonistas alegam defender aquelas drogas para melhorar a inspiração e criatividade, e não atôa é daqueles anos as preciosidades musicais e das artes, eternizadas por várias personalidades.

Como os tempos mudaram, aquilo que poderia ser inspiração, nos dias atuais, é crime, pois uma extensa rede criminosa se dispôe a catalizar viciados e a formar outros deixando todo um flagelo de consequências para a sociedade resolver. Shows em ambientes abertos são a melhor “prospecção de mercado” para os criminosos de plantão.

Não acredito que ela como mãe de familia, se sentaria com seus filhos para uma sessão de baseado, para curtir qualquer situação, ou para qualquer justificativa, que tentou validar nos palcos de Aracajú.

Os policiais estavam alí para coibir esta situação, e não para tomar seu show, como ela alardeou no placo durante a crise. Até o governador de Sergipe, Marcelo Déda, que estava lá prestigiando o show, já que era sua última apresentação em palcos, se viu constrangido pela situação. Após em entrevista, Déda censurou o comportamento de Rita, ressaltando que a postura da cantora poderia ter gerado uma “confusão generalizada”, com toda a razão, pois estava “inflamando” o público.

Resultado deprimente desta situação é que após o show, foi detida, conforme relato do tenente-coronel Adolfo Menezes, responsável pelo policiamento no local, informando que o boletim de ocorrência do episódio foi tipificado como “desacato e apologia ao crime ou ao criminoso (art. 287 do Código Penal)”, segundo informações divulgadas pela coluna ilustrada da Folha no próprio domingo.

Entendo que toda “estrela” de rock, por raízes lá dos anos 50, tem que trazer ou praticar esquisitisses, polêmicas e outras excentricidades, mas acho que neste caso, perdeu-se a oportunidade de torna-lo um grande evento apoteótico dada as circunstâncias, em que a rainha do rock está dando adeus aos palcos.

Cine-Teatro Paramount e Teatro Brigadeiro (atual Teatro Abril) inaugurado em 1929, na Avenida Brigadeiro Luís Antonio, em São Paulo

Pessoalmente, ainda fazendo referencia aos anos 60, gostaria de nossa rainha, nunca tivesse saído dos Mutantes, e que por causa disto o Arnaldo Batista não tivesse virado Loki, Sérgio Batista se auto-exilado nos EUA e Europa, certamente os Mutantes seriam os Rolling Stones do Brasil, criando e tocando durante décadas a fio e ainda sem data para aposentadoria.

Ainda dentro desta linha de raciocínio, poderiam encerrar suas aparições, lá no Teatro Paramount (hoje Teatro Abril), na Brigadeiro Luis Antonio onde explodiram para o mundo junto com a Tropicália, de maneira análoga como os Beatles fizeram na lage do edifício da Apple Records, sua ultima apresentação.

Mas infelizmente ao invés disto vai ficar este deprimente episódio em Aracaju. Infelizmente nossa rainha escorregou….


 

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O “doce” som das bagpipes.

Desfile da Royal Scots Dragoon Guards

Longe de ser um instrumento musical exótico, as bagpipes são rotineiramente usadas nas várias categorias e estilos de música, e sempre dão uma sonoridade peculiar que sensibiliza, tanto quem toca como quem escuta suas notas.

Usada em música popular, clássica, bandas escolares, bandas militares, grupos folclóricos de várias nações e até em sons experimentais e trilhas sonoras de filmes, a imagem da gaita-de-fole, assim como a do gaiteiro, é difundida como símbolo nacional da Escócia desde a Idade Média, quando os generais ingleses classificaram o artefato como instrumento de guerra, devido ao fato de o exército escocês usá-lo sempre durante a marcha e até mesmo em pleno combate.

Embora muito conhecida em vários países da Europa, sua origem se encontra bem distante da Escócia. De acordo com estudos, seu surgimento se deu em torno de 2.500 a.C. no Egito. Algumas descrições de espécies de instrumentos egípcios nos levam a flautas duplas, de canos delgados dotados de palhetas feitas de uma espécie de cana que cresce até hoje no Cairo, a arundo donax.

A gaita-de-fole atual difere em muitos aspectos dos instrumentos da Antigüidade e da Idade Média que a originaram, porém, sua forma e seu princípio de funcionamento permanecem semelhantes.
Para muitas pessoas, a gaita-de-fole estaria associada a povos descendentes dos celtas, os quais teriam criado e desenvolvido o instrumento. Muitas influências modernas contribuíram para essa crença, como o movimento New Age e a não observância de outros modelos além da gaita das Highlands. Mas isto é um mito, o conhecido “mito Celta

O fato é que as gaitas-de-fole se desenvolveram independentemente dos povos celtas, sem qualquer relação com eles. Ocorreu pelas diversas correntes migratórias ao longo dos séculos por diferentes povos. Esse mito hoje é explorado principalmente por indústrias culturais de massas, em especial à fonográfica e à cinematográfica.

Tanto na Grécia antiga, como em Roma, há a presença do instrumento em geral, tocados por ninfas nas representações encontradas em vasos e mosaicos produzidos por estas civilizações.
Mas quando ouvimos ou falamos em gaita de foles o que vem automaticamente em nosso pensamento é a famosa gaita escocesa ou comumente conhecida “Great Highland Bagpipes”. Afinal também não há como não se encantar ao ouvirmos “Flower of Scotland”, “Scotland the Brave”, “Amazing Grace”, The Braveheart theme”

Apesar disto as gaitas de fole vão muito mais além das Highland Bagpipes. Existem muitas outras como a smallpipe escocesa, Shuttle pipes, gaitas com ponteiros cônicos, cilíndricos, que são tocadas e fazem parte de culturas e folclores de países como na França, Tunísia, Macedônia, Itália, Bulgária, Polônia, Espanha, Portugal, Croácia, Turquia, no Brasil (Gaita galega ou gaita minhota vinda das heranças portuguesas e espanholas).

Ilustrações de Bagpipes da India, Tunísia e de outros países Árabes


Ilustrações de várias Bagpipes de países Europeus


(Veja a galeria de Bagpipes pelo mundo)


Contar a história das bagpipes, e tentar resumir séculos de evoluções e variações torna o espaço do blog e desta postagem algo difícil, portanto focar a Escócia e o modelo “Great Highland Bagpipes” nos dá um objetivo mais dinâmico.

No mundo inteiro há bandas marciais, bandas escolares, bandas militares, grupos folclóricos que usam os modelos escoceses e outros de natureza local. Muito provavelmente, há uma escola próxima com um banda de Fanfarra, que usa o instrumento, há algum desfile cívico/militar onde se pode apreciar este som, ou há algum filme cujo tema tem o uso de uma gaita de fole, enfim não faltará eventos que tragam este som para dentro de sí.

População nas ruas de Edinburgh durante a realização do Festival

Um dos festivais mais tradicionais do mundo, se não o maior, é o “Edinburgh Military Tattoo Festival, que ocorre anualmente nesta localidade da Escócia, onde além das bandas militares locais, há a participação de bandas e grupos folclóricos, notadamente que utilizem algum “pipe” em seu show.

Bandas de várias partes do mundo tem participado, dos Estados Unidos, da Irlanda, França, da própria Inglaterra, do Brasil, de países árabes e asiáticos, enfim, é um evento sem precedentes para aqueles que gostam do som e do folclore associado a ele.

 

Além de festivais e desfiles que ocorrem por toda a parte do mundo, há performances em eventos comemorativos, eventos fúnebres, eventos militares e civis de natureza geral, com esta apresentação espetacular na catedral Dunblane:

Dentre tantas canções executadas sob a marcação daas gaitas de fole, uma das mais tocadas é “Amazing Grace” conforme pode se ver nesta apresentação do Edinburgh Military Tattoo:

Exemplo notável no cinema, em Coração Valente, também pode-se admirar, além das belas paisagens da Escócia, musicas com as Bagpipes, notadamente seu tema principal “The Braveheart sountrack”.

Na música popular há vários exemplos, onde destacamos “Mull Of Kintyre” numa edição de 1977 com Paul McCartney:

Vale a pena apreciar este som em todas as manifestações que possam existir, pois ele provoca sentimentos, e como sempre está associado a performances bem elaboradas, irradia uma beleza contagiante por onde passa.

Veja mais nos links abaixo relacionados:

Videos:

700 Pipers and Drummers in Calgary
Gaita de fole solitária em Edinburgo
Royal Scots Dragoon Guards
Mull of Kintyre – Rhine Area Pipes & Drums – Military Tattoo Cologne 2004
Amazing Grace
Royal scots dragoon guards list

Sites:

The Phantom Piper – Jane Espie
Construção de Gaitas de Fole
Compre tudo sobre bagpipes
Associação de Gaitas – Portugal
Great Highland bagpipe
American-Celtic Rock
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