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Andrômeda está chegando…

Astronomicamente o título do post pode ser considerado como verdadeiro, plausível, claro que humanamente chega a beira do inacreditável e impossível de perceber.

Astrônomos da NASA, já concluíram que é inevitável e acontecerá, a Via Láctea deve colidir frontalmente com a nossa galáxia vizinha Andrômeda. Essa previsão foi possível graças a medições realizadas pelo telescópio espacial Hubble ao monitorar o movimento de Andrômeda. Ambas galáxias estão se atraindo mutuamente graças à força da gravidade que age entre suas estruturas

Mas não precisamos entrar em pânico e assumir algum compromisso com nosso prematuro extermínio, pois a previsão para que isso ocorra é para daqui aproximadamente 4 bilhões de anos.

Conclui também a agência que não sairemos completamente ilesos, já que nosso Sistema Solar não corre risco de ser destruído com esse impacto de proporções astronômicas, bem como nosso próprio planeta, contudo provavelmente ele será realocado para uma nova região da galáxia e isto deverá certamente promover sérios impactos para os atuais planetas do sistema, claro inclusive nossa Terra.

Este evento cósmico já é considerado como o de maior importância para nossa galáxia. Para se ter uma noção do tamanho da colisão, Andrômeda é feita de bilhões de estrelas que devem “bater” em alta velocidade diretamente contra Via Láctea.

De acordo com a agência, as duas galáxias estão a 2,5 milhões de anos-luz de distância uma da outra e Andrômeda está se aproximando pouco a pouco da Via Láctea. Este cenário é como uma jogada de baseball, onde a Via Láctea é o rebatedor, que está a espera de uma bola rápida, que seria a galáxia de Andrômeda.

Andrômeda navega em nossa direção à uma velocidade de 402.366 Km/h e a colisão transformará a visão do céu noturno de uma maneira que nenhum ser humano jamais viu em toda a história de sua existência, embora hajam dúvidas se existirá algum ser vivo na Terra na ocasião.

Na animação feita pela NASA dá para visualizar esta “batida”, ou no jargão da astronomia, uma colisão:


Nesta imagem, é possível ver as duas galáxias lado a lado (Andrômeda à esquerda) daqui 3,75 bilhões de anos, já no início da colisão, numa provável da visão do ceú noturno visto da Terra. Note como Andrômeda já começa a distorcer o formato da Via Láctea ao “puxá-la” pra perto de si.

Essa é a imagem dos céus atualmente: em algumas épocas do ano, Andrômeda circula logo abaixo da Via Láctea.

Aproximadamente após 250 milhões de anos do início da colisão, se existir seres humanos por aqui ainda eles poderão contemplar os resultados do espetacular acidente cósmico, pois o céu estará com muito mais astros e muito mais cores para serem observados.

Se existirem observadores, esta é uma ilustração de como ele(s) veriam a grande fusão cósmica.(da esquerda para a direita e de cima para baixo)

As simulações com computador realizadas com os dados do Hubble mostram que, após o impacto inicial, ambas as galáxias demorarão outros 2 bilhões de anos, para se fundirem totalmente sob o efeito gravitacional e tomarem a forma de uma única galáxia elíptica, similar às que são normalmente vistas no espaço. Apesar do cenário agressivo e temerário deste evento cósmico, as estrelas dentro de cada galáxia estão tão longe umas das outras, o que fazem os especialistas não acreditar que possam se chocar entre si, mas certamente elas serão lançadas em órbitas diferentes ao redor do novo centro galáctico”, explicou a NASA.

O enorme abalo gravitacional com certeza irá mudar a localização de todas as estrelas, incluindo-se aí nosso Sol, arrastando tudo que a ele esteja pendurado. Os pesquisadores acreditam ainda que durante a aproximação das galáxias, poderá “jogar” o Sistema Solar em uma região mais isolada da Via Láctea ou para algum extremo da Galáxia invasora (Andrômeda).

Nosso Sol deverá se manter ativo até que esse cataclisma ocorra. Seu destino vai depender do ponto onde estará na órbita de 24 a 26 mil anos luz que executa em torno do centro da Via Láctea. Pesquisadores calculam que quando os núcleos das duas galáxias se fundirem, o Sistema Solar terá 50% de chance de ser expulso para uma fina cauda que se estenderá da nova galáxia, ou seja, uma distância três vezes maior do núcleo, que a distância hoje do centro da Via Láctea.
Como já observado, um evento de fusão desta envergadura provavelmente gere a formação de novas estrelas, planetas e choques de nuvens de gás, claro que num período grandiosamente elástico.


Pesquisadores afirmam que já está ocorrendo o evento pois, foi observada uma auréola de gás quente, chamada de halo ao redor da galáxia de Andrômeda. Esta ocorrência é de um milhão de anos-luz no espaço, de acordo com cientistas que analisaram dados de quasares distantes obtidos pelo telescópio espacial Hubble. Analogamente a Via Láctea também possui um halo de dimensões semelhantes da galáxia vizinha, ou seja, ambas auréolas gasosas já devem estar em contato.

“Conforme a luz dos quasares viaja em direção ao Hubble, o gás do halo absorve um pouco dessa iluminação, que se torna um pouco mais opaca em pequenos comprimentos de onda. Ao medir a queda no brilho nesse intervalo, podemos determinar a quantidade de gás que existe entre Andrômeda, a Via Láctea e o quasar”, explicou o pesquisador J. Christopher Howk, da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos.

Seja como for a civilização humana, já não existirá na Terra quanto este evento de colisão ocorrer, já que daqui a 4 milhões de anos nosso Sol estará seguindo sua evolução estrelar e  a caminho de se tornar uma Gigante vermelha, sendo por tanto maior do que é hoje e interferindo drasticamente nos planetas internos do sistema. Outras ocorrências cósmicas já poderão ter exterminado a civilização até bem antes disto também. E o próprio homem poderá decretar seu destino também num tempo muito mais curto ainda.

Vejam o áudio do Professor João Steiner a respeito de colisão de galáxias:


Bibliografia/Fontes: