A menos que você não seja do meio (acadêmico, físico, pesquisador) é bem provável que nunca ter ouvido falar dela.

Sabrina Gonzalez Pasterski é um destaque entre físicos do mundo todo. A jovem, com apenas 23 anos, é destaque entre acadêmicos e cientistas de instituições como Harvard e MIT e caminha para ser uma das mentes brilhantes da física com menos de 30 anos.

Num dia frio de janeiro ela entrou em um dos escritórios do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), para mostrar seu projeto de um avião monomotor que tinha construído, que poderia até ser algo comum, afinal com frequência no campus, mas não com uma a garota de cabelos longos de apenas 14 anos. “Eu não podia acreditar”, lembra Peggy Udden, uma secretária executiva do MIT, “não só porque ela era tão jovem, mas uma menina”. OK, era o ano de 2016, e as mulheres superdotadas não são exatamente raras no MIT; Quase metade dos graduados são mulheres. Mas algo sobre Pasterski levou Udden não apenas para ajudar a obter a aprovação de seu avião, mas também chamar a atenção dos professores cátedras da cúpula da universidade. Hoje decorridos oito anos, a pequena magricela agora com 22 anos já tem graduação no MIT e é Ph.D. por Harvard.

Candidata que entrou no mundo da física, ela está explorando algumas das questões mais desafiadoras e complexas da física, assim como Stephen Hawking e Albert Einstein (cuja teoria da relatividade acabou de completar 100 anos) fizeram cedo em suas carreiras. Sua pesquisa mergulha em buracos negros, a natureza da gravidade e do espaço-tempo. Um foco particular é que está tentando entender melhor a “gravidade quântica”, que procura explicar o fenômeno da gravidade dentro do contexto da mecânica quântica. Descobertas nessa área poderiam mudar dramaticamente nossa compreensão do funcionamento do universo. Entre as muitas habilidades que ela lista em seu site sem frescura: “visando a elegância dentro do caos”.

A sua trajetória impressionante começou muito antes, quando, com apenas 9 anos, a garota se interessou e começou a pilotar aeronaves. Com 10 anos, ela começou a treinar a montagem e desmontagem de um motor de avião. Com 12 anos, ela começou a construção do seu próprio monomotor. O início do projeto foi em março de 2006, e terminou em outubro de 2007. Pequenininha, Sabrina tinha suas prioridades diferentes dos seus colegas de escola. Por exemplo ela aprendeu a pilotar um avião antes mesmo de aprender a dirigir um automóvel e fascinada por esta máquina voadora, passou boa parte da juventude montando e desmontando aviões para aprender como se fazia um. Seu intuito era, tempos depois, poder construir sua própria aeronave. Um ano depois, aos 14 anos, pisou pela primeira vez no campus do MIT

Já sua trajetória para o PhD de Harvard foi tão impressionante, que a garota está sendo chamada de a “nova Einstein”. No MIT, ela se tornou a primeira mulher em duas décadas a se formar entre os melhores da turma, e conseguiu o feito em apenas 3 anos, com uma nota média de 5, a maior pontuação possível.

Os professores Allen Haggerty e Earll Murman ficaram impressionados, quando assistiram ao seu vídeo construindo o avião. Em seu site, PhysicsGirl, está cheio de conquistas. Em julho de 2015, ela foi uma das 12 pessoas que receberam 250.000 mil dólares da Hertz Fellowship.

O reconhecimento chegou até Stephen Hawking, que a citou em 2016. Além disso, ela tem em seu currículo diversos prêmios e bolsas de estudo, como a mencionada Hertz Foundation Fellow (2015) e o MIT Physics Rising Star (2016). Como se fosse pouco, ainda em 2016 ela foi convidada a participar do encontro anual Lindau Nobel Laureate. E até a Forbes a elegeu como uma das personalidades mais influentes do mundo abaixo dos 30 anos.

E caso ache que ela está encantada com a badalação toda que vem recebendo mundo afora, se enga. A jovem é mestre em recusar convite de entrevistas e deixa um comunicado fixo em seu site: “sou apenas uma universitária. Tenho muito a aprender. Não mereço tanta atenção”.

Nascida em Chicago, de mãe cubana e de pai americano de descendência polonesa, a jovem Sabrina, depois de construir seu avião, já poderia até sentir-se realizada. Mas, desde então sabe que é preciso reinventar-se constantemente, uma lição que aprendeu de maneira difícil, quando ainda era aluna do ensino médio. Ao contar com muito orgulho para um professor que tinha conseguido construir um avião, a resposta que ouviu até com certa indiferença tornou-se seu mantra:

Isso é bom, mas o que você tem feito ultimamente?

Desde então Sabrina foi atraída para os desafios. Durante anos enfrentando barreiras, o caminho mais natural foi optar pela Física, ciência que considera “elegante” e cheia de “utilidade”. Seja aprender a pilotar um avião muito antes de aprender a dirigir um carro, Ela acredita que sempre correu para a próxima meta, próximo desafio, às vezes traçando um caminho bem diferente dos seus colegas.

Sendo uma pessoa discreta não está no Facebook, LinkedIn ou Instagram e não possui um smartphone. Ela, no entanto, atualiza regularmente seu site pessoal chamado PhysicsGirl, que apresenta um longo catálogo de realizações e proficiências, mas é provável que a vejamos muitas vezes nos holofotes da ciência. A garota fala com alguma dificuldade, diz que tem um punhado de amigos próximos, mas nunca teve um namorado, uma bebida alcoólica ou um cigarro. Pasterski diz: “Prefiro ficar alerta, e espero que eu seja conhecida pelo que faço e não pelo que não faço”.

Pasterski se destaca entre um número crescente de físicos recém-formados graduados nos Estados Unidos. Seu consultor, Andrew Strominger, disse em uma entrevista para o site americano OZY, que Sabrina está prestes a publicar um artigo com o físico Stephen Hawking.

Chamada por seus professores de “a nova Einstein”, hoje chega a ser difícil de acreditar que a jovem foi inicialmente rejeitada do MIT, tendo ficado na lista de espera. Ela acabou, porém, sendo aceita mais tarde, e foi a primeira mulher em décadas a se formar entre os primeiros da turma no instituto.

Sabrina Gonzalez Pasterski nasceu em Chicago em 3 de junho de 1993 de Mark Pasterski e Maria E Gonzalez. Seu pai, um advogado e um engenheiro elétrico, encorajou-a a seguir seus sonhos.

Ela se inscreveu no Edison Regional Gifted Center em 1998 e se formou na Academia de Matemática e Ciências de Illinois em 2010. Ela sempre teve um interesse ativo na aviação. Ela levou sua primeira aula de vôo em 2003, co-pilotou FAA1 na EAA AirVenture Oshkosh em 2005 e começou a construir uma aeronave de kit até 2006.

Seu primeiro vôo solo nos Estados Unidos ocorreu no avião que montou em 2009 depois de ter sido assinado pelo seu CFI Jay Maynard. Ela nomeou entre seus heróis científicos Leon Lederman, Dudley Herschbach e Freeman Dyson, e disse que ela ficou atraída pela física por Jeff Bezos. Também recebeu várias ofertas de trabalho, por exemplo da Blue Origin, uma empresa aeroespacial fundada pelo Jeff Bezos, da Amazon e pela Administração Nacional de Aeronáutica e do Espaço (NASA).

Seus prêmios e honrarias são:

  • 2010, Illinois Aviation Trades Association Prêmio de conquista industrial
  • 2012, Scientific American 30 em 30
  • 2012, Lindau Nobel Laureate Meetings Young Investigador
  • 2013, MIT Physics Department Orloff Scholarship Award
  • 2015, Forbes 30 abaixo de 30
  • 2015, Hertz Foundation Fellowship
  • 2017, Forbes 30 sob 30 All Star
  • 2017, Marie Claire Genius Award
  • 2017, Silicon Valley Comic Con Headliner

 

Além disto teve destaque na mídia internacional de seu trabalho no Russia Today, no jornal Angora da Polônia e na DNES na República Tcheca. Em 2016, o rapper Chris Brown publicou uma página com um vídeo promovendo Gonzalez. Forbes e The History Channel publicaram histórias sobre Sabrina para o seu público no México e na América Latina, respectivamente.

Vida longa Sabrina Gonzalez Pasterski, quem sabe a “nova Eisntein” !

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