É impressionante o cenário vivido pelos japoneses nesta sequencia de desgraças,e como podemos admirar ante a tanta desgraça, uma disciplina, uma coerencia e dedicação, das pessoas no trato com a situação, não praticando saques, violencia de “fim de mundo”, e sofrendo no silêncio de uma educação milenar, mas não deixando a obstinação de se reerguer nas bases do que sobrar.

A natureza deu os primeiros choques, e as consequencias disto, o abalo nuclear, que desta vez tem contato com verdadeiros kamikazes, tentando não tornar a tragédia maior. Talvez se tornem heróis vivos, cheio de feridas e doenças que irão matar aos poucos, talvez alguns desejem mesmo uma morte com orgulho, como foram os kamikazes da 2ª Guerra.

O fato é que estamos sofrendo junto, e ao mesmo tempo tirando lições, a não ser nossos ilustres políticos.

Aliás, diga-se de passagem, que o estender da mão brasileira para ajudar, se não foi pífio, foi mediocre, esquecendo-se totalmente da presença histórica dos japoneses no crescimento de nosso pais. Teríamos sim como ajudar, com alimentos, água, remédios, equipes de resgate, enfim há muitas possibilidades e a distancia não seria problema como alguns babacas de plantão andaram falando. Considerando o inicio da trajédia do terromoto, se fóssemos ágeis, nossas equipes e provimentos já estariam lá.
Alckimin, que acenou um pouco melhor, recebendo Organizações Japonesas no Brasíl, também foi pequeno na ajuda oferecida, o que é lamentável, pois é o Estado de São Paulo que tem a maior colonia do mundo.

Fosse um dos países amigos da ideologia como Venezuela, Cuba, Bolivia, que em nada contribuiram com o Brasil, nossos estimados dirigentes, já estariam jogando milhões em ajuda e logísticas.

A equipe ecônomica petista, foi então mais infeliz, alegando que as eventuais crises pós abalos naturais e nucleares do Japão não afetariam o Brasil, muito pelo contrário, nossas exportações aumentariam como alegou um dos ministros, mostrando um orgulho sádico, frente a desgraça dos outros
Esquece esta cambada de populistas de araque, que os japoneses têm quase 100 bilhões de dólares de títulos brasileiros, que podem desaparecer de nossa economia num piscar de olhos, para ser usado na reconstrução de seu país.

Mercadante, então, agora entendido de energia Nuclear, já afirmava, que o Brasil vai continuar a investir no programa nuclear brasileiro, pois é muito necessário, e que vai seguir os padrões internacionais de segurança, os mesmos que os americanos seguem (acidente de Tree Miles Islands), os russos (Tchernobyl), e agora os japoneses (Fukushima), isso sem falar naquela lambança do Césio-137 em Goiania, anos atrás.

Agora o show maior foi dos físicos brasileiros, atrelados (e mamando) nas empresas entulhos do programa nuclear brasileiro.
Todos sem exceção afirmando a necessidade de continuar com o programa, pois o sistema brasileiro é melhor, e é fundamental para o país construir muitas usinas (40 ou 50), desprezando por completo as tendencias internacionais de reduzir e até acabar com este tipo de opção de energia. É claro, eles precisam continuar mamando nas tetas das estatais entulhos….

Acham que Angra é uma primasia e que deve ser replicado. É muito engraçado isto, pois o PT, e os esquerdistas, “massacraram” Geisel, Figueiredo, Sarney, Itamar e FHC, por investir e tentar continuar o programa Nuclear, e hoje a chamam, pasmem, de “energia verde”. Os físicos que outrora combatiam junto ao PT e aos esquerdistas de plantão, hoje estão mamando lá dentro e mudaram por completo sua “visão” da energia nuclear.
Eu me desaponto com muitas mazelas brasileiras, entre elas a apatia do povo fluminense, em aceitar sem qualquer reação a instalação deste artefatos em seu território.
Qualquer acidente, considerando as correntes comuns na região, a radiação seria levado ao nordeste e noroeste, pulverizando nocivamente, praticamente todo o Estado, além do Sul de Minas, ES….
SP, tem ou tinha uma lei proibindo a instalação de Usinas em seu território, mas como este assunto é legislação Federal, aqueles ilustres representantes que temos botam esta Lei no lixo, se já não fizeram isto.Sobrará ao povo sair nas ruas, caso tentem nos agraciar com estas “belezas” tecnológicas (e eu estarei la).

Mas algumas observações também remam contra o populismo de araque.
Veja o que diz Jose Goldemberg, quando entrevistado sobre o assunto:

“Questionado sobre o problema do lixo radioativo gerado pelas usinas nucleares, o Professor Doutor José Goldemberg, PhD em física e Professor da USP, respondeu à Revista Isto é Dinheiro, em 4 de maio de 2009: “Existem 70 mil toneladas de lixo muito radioativo só nos EUA. Hoje eles ficam no mesmo lugar onde foram produzidos, pois não há lugar adequado para receber esse material. E esse lixo tem dois problemas. O primeiro é a possibilidade de vazamento de material radioativo, que tem um impacto devastador sobre o meio ambiente da região afetada. Em segundo lugar, existe o risco de segurança, pois a partir desses resíduos é possível obter plutônio, fundamental para a fabricação de armas nucleares. É exatamente o que aconteceu na Coréia do Norte. E ninguém sabe como se livrar desse lixo. Não é uma questão apenas do Brasil, mas de todo o mundo. Não há ninguém que tenha encontrado uma solução definitiva e segura para o descarte desse material. O próprio Ibama pediu um plano para o descarte do lixo, mas o problema é que não temos solução para isso, ninguém tem. Mesmo os EUA não têm mais dado licença para usinas, porque não sabem o que fazer com o lixo adicional.” Indagado ainda pelo mesmo entrevistador sobre qual a sua opinião sobre o uso de energia nuclear para o nosso país, respondeu o Professor Goldemberg: “Isso pode muito bem ser o primeiro passo para se desvirtuar a matriz energética brasileira. É um enorme absurdo, ainda mais quando o ministro Lobão fala em construir 50 usinas nucleares no País até 2050. Não precisamos disso. No Brasil, a rede é toda interligada. Dizer que construir duas usinas nucleares no Nordeste seria uma forma de garantir a independência energética da região é uma bobagem. O que precisamos é usar melhor nossas reservas hidrelétricas. Apenas um terço do potencial dessa matriz é utilizado atualmente no País.”

“Agora, espalhar quatro reatores pelo país me parece mais uma tentativa de agradar aos governadores locais, que de responder a uma necessidade de energia. O sistema brasileiro é interligado. Quando se liga a luz da cozinha, não se sabe se a energia é de Itaipu ou de Tucuruí. Dizer que é bom colocar um reator no Nordeste, pois assim o Nordeste ficará independente em energia, é uma falácia. Fazer novos reatores é politicagem.” (Professor Doutor José Goldemberg)

Fosse vivo ainda Mario Schenberg, emérito fisico teórico da USP, diria: Estes nossos políticos nem “Abstração”, sabem fazer !

Fosse vivo ainda Cesar Lattes certamente o maior físico brasileiro (El loco) e meu ídolo, diria: “Vou colocar 0,05 g de Plutônio no rabo de cada um deles, para ver se continuam a defender tão enfáticamente energia nuclear” (rsrsrsr) !

Bom vou finalizar meu desabafo deixando os seguintes anexos para reflexão:

Tchernobyl, a lição não aprendida

JAPÃO, DESASTRE NUCLEAR E AS LIÇÕES QUE IGNORAREMOS

Share and Enjoy

  • Facebook
  • Twitter
  • Delicious
  • LinkedIn
  • StumbleUpon
  • Add to favorites
  • Email
  • Google Plus