Certamente isto já ocupou trabalhos de especialistas, mas a conta é muito simples, pois de cada 10 crianças certamente as 10 “curtiram ou curtem” dinossauros. A temática é evolutiva e desde a segunda metade do século passado vem encantando crianças e adultos, além claro dos especialistas envolvidos nas pesquisas paleontológicas.

O que tem mudado é a fascinação de crianças por eles. Influenciados por suas famílias que provavelmente se envolveram com isto de alguma maneira (O Elo Perdido, por ex.), por uma disponibilidade científica muito maior e uma fartura midiática sem precedentes, fazem o encantamento de milhões.

Muitas pesquisas já foram realizadas, principalmente aquelas que envolvem diretamente o público infantil (sobretudo de 5 anos acima), onde a admiração recai sobre os vários tipos, tamanhos e formas dos pré-históricos animais, além claro da admiração quase platônica de que eles foram reais e viveram onde nós vivemos e respiramos hoje.

Saber que eles eram fortes, briguentos, tinham dentes e tamanhos enormes, que brigavam pela sobrevivência como super-heróis num ambiente hostil fazem o tempero desta adoração ser maior ainda. Difícil é para os pais, avós, tutores, etc. tentar estabelecer um limite. Mesmo as modas de outros brinquedos e atrações da modernidade massificadas em todos os campos visuais da criança, os dinossauros são jogo duro, na competição de entretenimento, principalmente dos meninos.

Para os espectadores desta febre, fica a demonstração de uma paixão de espontaneidade inexplicável, que poderá ser de curta duração ou duradoura influenciando certamente nos rumos que afetarão o futuro dos pequenos, e sobra para os pais e responsáveis lidar com a questão, incentivando, participando e estabelecendo dosimetria, para que não se isolem do mundo real atual.

Pedagogicamente é excelente oportunidade para trabalhar questões de raciocínio lógico e matemático a partir do trabalho com as classificações dos dinossauros, as comparações entre suas medidas, o que comem e em que quantidades já que grande parte deles são enormes, desenvolver a percepção do tato, trabalhando texturas e composição, afinal muitos deles possuíam placas ósseas, espinhos, chifres, caudas defensivas, etc. destacando o que são herbívoros e carnívoros (e o que significa), relatando as diferenças como velocidades e processos de defesa, enfim há oportunidades altamente positivas para trabalhar toda a imaginação e curiosidade, enquanto as crianças colocam os animais em disputas e brigas diretas.

Embora isto atinja crianças na faixa etária a partir dos 5 anos, meu relato pessoal confronta esta faixa, apesar de já ter vivido a situação com meu filho lá nos anos 80. Desde que veio morar comigo, em janeiro deste ano, meu neto com seus 3 anos e meio tem mostrado uma precocidade com a temática, obrigando toda a família a uma acomodação para saciar o apetite da paixão pelos pré-históricos. Sua coleção de “ssauros” já chega próximo a 200, tem vários DVDs compilados e produzidos por mim (onde são retiradas as cenas sanguinárias), livros, desenhos, roupas com estampas, aplicativos dos mais variados em seu Tablet e uma capacidade de entendimento sobre o tema indescritível.


Tudo começou aqui, neste pedaço do Zoológico de São Paulo


Enzo Amaral e sua coleção ainda no início

Enzo Amaral e sua coleção ainda no início

Tudo começou de uma maneira muito simples e espontânea, pois o garoto sempre teve admiração por animais de todo tipo e tamanho, e por conta disto num dos passeios ao Zoológico de São Paulo, ele conheceu a exposição permanente do Parque dos Dinossauros lá instalado. A partir deste fato que ocorreu em 2014 uma explosão de paixão ocorreu e foi necessário saciar esta ansiedade de conhecimento e diversão. A quantidade de energia que coloca na temática é impressionante, consegue identificar perfeitamente os tipos, nomes, do que se alimenta e como vivem, e tem entre seus preferidos o Tiranossauro Rex, Triceratops, Pterodátilos e o Estegossauro embora se divirta com todos os outros nos cenários que cria.

Sua adoração não se restringe só quando está em casa, pois precisamos negociar com sua escola (Anglo) que guardasse em seu armário pessoal, uma pequena quantidade de Dinos que leva todo dia, pelo simples fato de ter a companhia deles tanto na ida como volta (durante a viagem seu DVD portátil está sempre em funcionamento com um dos DVDs preparados), já que a escola só permite brinquedos pessoais em um dia da semana. Até os cachorros daschund foram “reclassificados”. O Duke passou a ser “pretossauro”, a Mel “magrassauro” e a Tuka “gordassauro”



O local da caminhada onde a pré-história jurássica é exercitada emocionalmente

O local da caminhada onde a pré-história jurássica é exercitada emocionalmente

Nas caminhadas que faço com ele, uma pequena rua que nos leva até uma localidade de lazer chamada Hípica Golf Tarundú (400m), virou trilha de novela pré-histórica, pois as grandes árvores são alimentos para os brontossauros e argentinossauros, os buracos no precário asfalto são as pegadas deixadas pelos T.Rex, os barrancos em erosão da estrada são por onde os Dinos atravessaram a pista de um lado para outro ou feitos pelas caudas do estegossauros em briga com outros – a grande quantidade de galhos, folhas e pinhas são alimentos para os filhotes de brontossauros, jogados por suas mães do alto das árvores e araucárias, enfim a imaginação e transporte no tempo ocorrem naturalmente.

O fato é que tenho a oportunidade de ter meu parque Jurássico particular, e percebo não ser o único e me conforto e solidarizo com todas as famílias que enfrentam esta agradável situação. O que temos na mão lançamos para aproveitar o momento e estamos torcendo para que o “Walking with Dinossaurs – The Arena Spetacular” um reality da BBC chegue por aqui ao vivo.


O belíssimo espetáculo “live”, “Walking with Dinossaurs – The Arena” um sonho para se ver por aqui ainda, que deixaria todos os admiradores em estado de extase.


CRIANÇAS  E DINOSSAUROS

 

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