Não há dúvidas que o Brasil, com sua natureza grandiosa, e com a enorme variedade folclórica, tem-se a oportunidade de gerar uma riqueza musical, e de modo geral em várias artes. Não faltam belos exemplos, e aqui vamos destacar um deles, que é um clássica canção que fez muito sucesso nos anos 60. A associação ao canto de um tradicional passaro, com a lamúria folclórica do interior, deixou na canção Uirapurú, um clássico exemplar de música raíz, que até hoje sensibiliza o mais duro ouvido.

Composição dos autores Jacobina e Murilo Lattini, teve seu esplendor com o conjunto conhecido como Nilo Amaro e os seus Cantores de Ébano, do qual Jacobina chegou a fezer parte. A canção foi regravada por vários cantores, duplas sertanejas, e grupos, tendo mais de trinta gravações e também execuções fora do Brasil.

Conhecendo um pouco do pássaro:

A apresentação de Nilo Amaro de décadas atrás:

Acompanhe com a letra:

Uirapuru, uirapuru
Seresteiro, cantador do meu sertão
Uirapuru, uirapuru
Tens no canto as mágoas do meu coração
 
A mata inteira fica muda ao seu cantar
Tudo se cala para ouvir sua canção
Que vai ao céu numa sentida melodia
Vai a Deus em forma triste de oração
 
Uirapuru, uirapuru…
 
Se Deus ouvisse o que te sai do coração
Entenderia que é de dor sua canção
E dos seus olhos tanto pranto rolaria
Que daria para salvar o meu sertão
 
Uirapuru, uirapuru
Seresteiro, cantador do meu sertão
Uirapuru, uirapuru
Tens no canto as mágoas do meu coração

Execute e cante por sí mesmo:

Esta é uma daquelas belas canções de nossa história, que deveria orientar nossos tempos modernos na produção musical. É evidente que apenas o lado comercial prevaleceu, e temos com conviver com “eguinhas pocotós” e “ai se te pego”, para citar algumas, que mostram nossa “evolução” cultural e musical.

Que pena !

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