Corrupção, flagelo que atinge praticamente o mundo inteiro, mas com grande destaque em países não democráticos (ditaduras de toda espécie) e em países do chamado “3º mundo”, responde por perdas bilionárias para as coletividades onde elas ocorrem.

Resumidamente são atos ilegais praticados por pessoas dentro de uma estrutura de poder cujos atos comumente estão relacionados às suas funções oficiais, ou de suas atividades naquele poder em que está inserido..

As várias formas de corrupção incluem o suborno, extorsão, fisiologismo, nepotismo, clientelismo, corrupção e peculato entre as principais.

Cada país tem sua maneira de lidar com isto, com suas legislações, e com suas penalizações, diferentes uns dos outros, mas o que se observa é sempre um aumento deste flagelo, principalmente nos países mencionados.

Além da própria estrutura de poder doentia, existem muitas sociedades, cujos indivíduos toleram, e em seu dia a dia também a praticam, gerando portanto uma pirâmide social de predominância criminosa cujos atos aumentam conforme se sobe ao topo desta pirâmide. Um círculo vicioso se estabelece, formando então uma sociedade marcada por corrupção em diversos níveis, que convivem numa situação de tolerância, impunidade, medo e indignação.

Se tomarmos como exemplo o que acontece no Brasil, cujos últimos 20 anos aproximadamente, vem se mostrando um colecionador de exemplos notáveis de corrupção, até o nome da mazela mudou: enquanto lá no século passado corrupção era algo medonho, inadmissível, horrível hoje foi intitulado suavemente de “mal feito”, pelo maior mandatário do país, nos tornando então uma sociedade doentia, que com uma legislação branda, ajuda a nos colocar em destaque no cenário internacional, num ponto médio dos mais corruptos do mundo.

Impossível hoje imaginar como mudar este cenário, e quaisquer que sejam as ações, devido suas complexidades, poderão demorar anos. Mas o resultado disto, é que passaram a existir no país nada mais nada menos do que um Museu da Corrupção (MuCo), e uma biblioteca especializada em corrupção, ou seja, a Corrupção virou cultura….

Museu

Tela de abertura do museu da corrupção.

No museu, acessado por este link, estão documentados todos os mais emblemáticos casos, de várias áreas, escândalos políticos, empresariais, do Brasil e do mundo, além de todo aporte para pesquisadores e interessados no assunto. O Museu permite também que se façam denúncias, entre outras disponibilidades de informações.

A Biblioteca da corrupção, chamada de Corrupteca, Biblioteca Internacional da Corrupção, é uma iniciativa da USP, junto com o Jornal “O Estado de São Paulo” que tem como objetivo fomentar a pesquisa do fenômeno da corrupção e seus impactos nas políticas públicas e na qualidade da democracia, conforme diz em sua página principal. É um tratamento profundamente acadêmico do tema, e pode ser acessada por este link.

Veja no vídeo:


Você pode gostar também:

Share and Enjoy

  • Facebook
  • Twitter
  • Delicious
  • LinkedIn
  • StumbleUpon
  • Add to favorites
  • Email
  • Google Plus