Prestes a ser inaugurado, o Edificio Pátio Victor Malzoni, contempla mais uma solução para construir o moderno e preservar o antigo, solução que agrada “gregos e troianos”.

O megaempreendimento, esconde em seu interior uma preciosidade

Localizado na Av. Faria Lima, observa-se ao fundo da construção – e também refletida no vão central do Edficío, a casa Bandeirista, certamente último patrimônio dos tempos em que a região do Itaim Bibi era ponto de encontro dos bandeirantes, os desbravadores do território brasileiro, como Borba Gato e Fernão Dias.

A Casa Bandeirista sob o vão e refletida ao teto espelhado da parte central do edifício

O vão do edifício foi a solução engenhosa encontrada pelos arquitetos para proteger a construção do século XVIII, tombada (1982) pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat).

A casa, que não poderia ser comprometida, passou nos últimos anos por um processo de restauração manual.

ilustração da casa em seu formato original

A casa de inestimável valor histórico fez com que o empreendimento imobiliário tivesse características bem particulares e por que não pioneiras. O projeto arquitetônico contemplou este vão na dimensão correta para que a presença da casa desse uma grandiosidade e uma sensação agradável para quem passasse em frente.

As duas torres, com 19 andares cada uma, comunicam-se a partir do nono andar por uma coluna central, de 11 andares, construída sobre a Casa Bandeirista.
Erguido em uma região onde são raros os escritórios disponíveis, o novo edifício já atraiu empresas que possuíam sede na própria Avenida Faria Lima, como o BTG Pactual, o BVA e a Tecnisa. Além delas, a Google que também se instalará na torre B.

O mega projeto é mais um dos marcos arquitetônicos que surgem na cidade, é um edifício inteligente, construído com as mais avançadas tecnologias, e que foi erguido em uma área de 19,3 mil metros quadrados que pertenceu ao investidor Naji Nahas na década de 1980, que não honrando seus compromissos, perdeu o local, que teve vários proprietários até a conclusão deste megaempreendimento.

Já a Casa Bandeirista que recebe esta denominação por pertencer e abrigar famílias de bandeirantes, tem nove cômodos, formados por uma sala quartos, dispensa e uma capela. Seu destino é tornar-se um centro cultural histórico como tantos outros que existem na cidade.

Uma das chaves seculares de comodos da Casa Bandeirista

Abaixo uma viagem em 360º do Edificio Vitor Malzoni com a Casa Bandeirista:

A solução de convivência entre o antigo e o novo deste empreendimento se junta a outros, dos quais os mais famosos são a Casa das Rosas e o palacete Conde de Sarzedas, que convivem harmoniosamente com seus “colegas” modernos de vidro.

Casa das Rosas e seu “companheiro de vidro” na Av. Paulista

Palacete Conde de Sarzedas com seu amigo de vidro na região da Sé/Liberdade


A Galeria completa do Edifício Vitor Malzoni e a Casa Bandeirista:


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Prédio Comercial de SP mantém Casa Bandeirista


©Animação em 360º Portal G1, ©imagens do Portal G1 e estadao

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