O Edifício Sampaio Moreira na Rua Libero Badaró com seus detalhes arquitetônicos

Um edifício localizado na Rua Libéro Badaró, recebe ocupação, tomabamento e restauro. Trata-se do Edifício Sampaio Moreira, na região central de São Paulo.

Projetado à arquitetura eclética paulista, o edifício é de autoria dos arquitetos Christiano Stockler e Samuel das Neves. Apresentando 12 pavimentos e 50 metros de altura, o Sampaio Moreira figurou como mais alto edifício de São Paulo por um curto período de 1924, ano de sua inauguração, até 1929, quando é superado pelo Edifício Martinelli.

A construção do edifício em 1923

Compondo o cenário da Rua Libero Badaró e do Vale do Anhangabaú em 1926

Portanto é considerado o “protótipo”, o avô, o inicio da verticalização dos arranha-céus em São Paulo – erguido em uma época em que os edifícios da cidade possuíam no máximo quatro pavimentos, o Sampaio Moreira é tombado pelo poder público municipal devido a sua importância histórica e arquitetônica. Desde sua inauguração, o edifício abriga em seu pavimento térreo a Mercearia Godinho, tradicional estabelecimento comercial de São Paulo, fundado em 1890, então na Praça da Sé.

Sampaio Correia sendo ofuscado e entre os contemporâneos Mercantil Finasa e Conde Prates

Olhando acima é possível identificar o “velhinho”, entre os “grandões”. Pois bem, um dia, este que agora passa despercebido pela maioria dos paulistanos foi o primeiro grande edifício de São Paulo. Seu batismo era Prédio Sampaio Moreira, numa capital paulista em 1924 sendo a paisagem da Rua Líbero Badaró transformada por uma construção com doze pavimentos e cinqüenta metros de altura. O mais alto edifício de São Paulo. A construção é primorosa, detalhada, a fachada modificando-se nos diferentes andares.

Close-up do antes maior edifício …

O edifício, recebeu o nome do proprietário e sabe-se que a família foi dona de muitos terrenos no Tatuapé. O prédio foi desapropriado e já foi noticiada a restauração e até o funcionamento de uma Secretaria Municipal para ocupar o espaço.

As rápidas transformações do início do século XX coincidiram com o extraordinário crescimento da cidade de São Paulo. A arquitetura européia, em 1924, já era outra e logo chegaria à cidade exemplos das novas referências e tendências. O “Sampaio Moreira” perdeu o título, mas o prédio ainda está lá e estará aberto à visitação com entrada franca e será a futura sede da Secretaria Municipal de Cultura, prevista para ser instalada neste ano de 2012.

Pelos interesses e projetos atuais da prefeitura, que desapropriou o prédio, o edifício ganha uma nova importância.
Em 2011 a Secretaria Municipal de Cultura publicou no “Diário Oficial” uma consulta pública para interessados em executar o projeto de restauro e readequação do edifício, cotado para abrigar a nova sede da Secretaria de Cultura.
Depois da consulta e licitação o custo da obra está orçada em R$ 16 milhões.
Segundo o autor do projeto executivo da reforma, o arquiteto Samuel Kruchin, a intervenção foi pensada para preservar a importância do edifício, mas também torná-lo moderno e importante novamente.
Enquanto a fachada será preservada, o interior será modernizado, com exceção do quinto andar, que será restaurado como no original.
As duas torres do prédio, separadas por um fosso, serão reintegradas por passarelas de aço e vidro, associadas a uma praça na altura do terceiro andar. Outra praça será construída no térreo do vão.

Em sua parte superior um solarium..

Além disso, o prédio anexo, também desapropriado pela prefeitura, deve ter a fachada usada como entrada para um espaço de convivência com jardim e bancos. Prevê-se que neste subsolo desta praça abrigará garagens.

CASA GODINHO

Desde a inauguração do edifício, a tradicional mercearia Casa Godinho ocupa uma das lojas do térreo. O projeto de reforma para o local prevê que a loja, na frente, seja mantida original. A parte de trás do estabelecimento ganhará um bistrô. Já há aprovação dos órgãos do patrimônio histórico, etapa necessária para a realização da obra, já que o todo o mobiliário da mercearia é tombado.

Enquanto as intervenções não acontecem alguns andares foram cedidos para artístas plásticos explorarem suas habilidades.

 


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