A tradicional revista de arquitetura e design eVolo, anunciou o mês passado o resultado de seu concurso de arranhas céus, edição de 2014.

Esta edição marca o nono aniversário deste tipo de concurso, que foi criado em 2006 para dar reconhecimento as grandes ideias da convivência vertical mostrando projetos futurísticos e portanto de um novo uso da tecnologia, de materiais, programas, estética, organizações e estilos espaciais.

Projetos por exemplo como uma torre no deserto, ou uma eco-torre” no meio da Amazonia, são algumas das propostas incríveis apresentadas neste concurso, que nesta edição de 2014 recebeu um total de 525 projetos de 43 países em todos os continentes. O júri, formado por líderes nos campos de arquitetura e design selecionou três vencedores e 20 menções honrosas. São trabalhos geniais que cumprem todo o ritual e propostas de modernidade, ecologia, sustentabilidade e design.

O júri foi formado por:

  • Wiel Arets ( Wiel Arets Arquitetos e reitor do Illinois Institute of Technology’s College of Architecture)
  • John Beckmann (diretor da Axis Mundi)
  • Michael Hensel (Professor Oslo School of Architecture)
  • Lisa Iwamoto (diretor do IwamotoScott e professor da Universidade da Califórnia em Berkeley),
  • Kas Oosterhuis (diretor Oosterhuis-Lénárd e professor da Delft University of Technology – Rotterdam)
  • Derek Pirozzi [designer de arquitetura Oppenheim Architecture – Miami e Basel (Suiça) – foi o primeiro lugar eVolo 2013 Skyscraper Competition.
  • Tom Price (diretor do Tom Price – Londres)
  • Fernando Romero (diretor do FR-EE – México DF e NY)
  • Craig Scott (diretor do IwamotoScott e professor no California College of the Arts)
  • Carol Willis (diretor do Skyscraper Museum,NY e professor na Universidade de Columbia)
  • Dan Wood (diretor da WORK Architecture Company e professor da Universidade de Yale)

Este time de jurados escolheu:

Para o primeiro lugar:

Dado a Ju Yong Lee dos Estados Unidos para o seu projeto “Vernacular Versatility”. A proposta reinterpreta arquitetura tradicional coreana em um arranha-céu contemporâneo de uso misto:

firstplaceHanok é o nome usado para descrever uma casa tradicional coreana. A Hanok é definida pelo seu sistema estrutural de madeira exposta e a seu telhado. A extremidade curva da cobertura pode ser ajustada para controlar a quantidade de luz solar que entra na casa, enquanto o elemento estrutural do núcleo é uma ligação de madeira chamado Gagu. O Gagu está localizado abaixo do telhado, onde a coluna principal preenche a viga e é fixada sem a necessidade de quaisquer peças adicionais, como por exemplo pregos ou parafusos; esta ligação é uma das principais características estéticas da arquitetura tradicional Coreana.

Historicamente, este sistema estrutural foi desenvolvido exclusivamente no plano , aplicada apenas para residências térre cidade é concebida como um bairro suburbano vertical, equipado com áreas de lazer e estabelecimentos comerciais, onde as” grades principais” (ruas, calçadas e outras estruturas) são entrelaçados para criar uma estrutura em forma de caixa. Casas tradicionais e contemporâneas e outras inserções são feitas para criar um rico tecido urbano vertical, com toda a infra-estrutura necessária.


 

Para o segundo lugar:

Dado a Mark Talbot e Daniel Markiewicz dos Estados Unidos para o seu projeto “Car and Shell” ou monstro de Marinetti”, que propõe uma cidade no céu para Detroit.

secondplaceA nova cidade é concebida como um bairro suburbano vertical, equipado com áreas de lazer e estabelecimentos comerciais, onde as” grades principais” (ruas, calçadas e outras estruturas) são entrelaçados para criar uma estrutura em forma de caixa. Casas tradicionais e contemporâneas e outras inserções são feitas para criar um rico tecido urbano vertical, com toda a infra-estrutura necessária.


 

Para o terceiro lugar:

Foram contemplados Yuhao Liu e Wu Rui do Canadá para seu projeto chamado “Propagate Tower”, que investiga o uso estrutural de dióxido de carbono em arranha-céus.

thirdplaceA pesquisa atual sobre gases de carbono sugere método alternativo de captação, como a captura de ar através de resinas “carbon-philic” e processos de materiais que transformam o dióxido de carbono em material de construção sólida. Levando isso adiante, temos a hipótese de ter um material cuja produção resultante é um produto de construção sólido, capaz de suportar grades cargas. Canalizando todas essas propriedades, os autores propõem um arranha-céu que sobre continuamente.

Através da construção de uma simples grade de andaime vertical, como um quadro, é condicionado o controle para a extensão da estrutura subjacente do arranha-céu. O material necessário para o crescimento da estrutura são fornecidos através deste andaime, enquanto o seu padrão atual de crescimento é definida por fatores ambientais, como vento, tempo, e a saturação de dióxido de carbono na atmosfera local. Assim, cada estrutura resultante é “sui generis” na sua expressão formal, mantendo uma organização espacial regular para facilitar a ocupação e adaptação. Vários métodos de circulação e ocupação podem ser empregados, dependendo das necessidades. Ao contrário de arranha-céus convencionais, que contam com estrutura de aço e fundição de concreto, o arranha-céu proposto sugere um método mais consciente de construção ambiental, e um modo alternativo de ocupação e propriedade.


Aos ganhadores foi distribuído os seguintes prêmios:

Primeiro Lugar: US$ 5000
Segundo Logar: US $ 2000
Terceiro Logar: US $ 1000

Mas as 20 menções honrosas deram um show a parte, como por exemplo esta em 4º lugar dos chineses Qiu Song, Kang Pengfei, Bai Ying, Ren Nuoya, Guo Shen, e sua “Sand Babel”:

mention4“Sand Babel” é um conjunto de estruturas ecológicas concebidos como centros de pesquisa científica e atrações turísticas para o deserto. As estruturas são divididas em duas partes. A primeira parte, acima do solo, é composta por várias estruturas independentes para a comunidade do deserto, enquanto a segunda parte é parcialmente subterrânea e parcialmente acima do solo conectando vários edifícios e a criação de um sistema de rede de tubos multifuncionais.

A parte principal de cada edifício é construída com areia, sintetizadas por meio de uma impressora 3D alimentada por energia solar. As estruturas principais são estilizadas nos fenômenos naturais de Tornados e cogumelos de rocha, que são muitos comuns em desertos.

Ele utiliza uma estrutura de esqueleto em espiral, que é alto, em linha reta e com forte tensão, para atender as exigências residenciais, de turismo e instalações de pesquisa científica. O modelo de funil duplo não só melhora a ventilação cruzada, mas também gera condensação de água no topo das estruturas com base nas diferenças de temperatura. A estrutura de rede para a parte da superfície e subterrânea e é semelhante a raízes de árvores. Este projeto não só ajuda a manter o fluir das dunas de areia no local, mas também facilita a comunicação entre os edifícios.


Para o 5º lugar coube uma Menção Honrosa para Yuan-Sung Hsiao, Yuko Ochiai, Jia-Wei Liu, Hung-Lin Hsieh (Japão e Taiwan):

mention5Se você se sente mal, você vai procurar um médico. Se a cidade está doente, o que devemos fazer ?

Esta Torre Climatologica é um arranha-céu projetado com o proposito de ser um centro de pesquisa que avalia meteorologia urbana e corrige o meio ambiente por meio de uma engenharia mecânica. Ela analisa os microclimas dentro das cidades, resultantes da utilização de materiais industriais, da acumulação de edifícios e da escassez de espaços abertos. A fim de manter um ambiente saudável para a cidade, duas estratégias principais são empregados: Engenharia de controle ambiental, que consiste na avaliação e programas operacionais, avaliação e inspeção dos climas da cidade através de uma variedade de fatores, tais como insolação, radiação e cobertura térmica. Os dados coletados são comparados com os níveis de umidade e, em seguida, os sistemas mecânicos respondem para reduzir ou aumentar os níveis de otimizações das condições ambientais. Circulação das Informações; além de ajustar automaticamente a condições ambientais ideais, os dados são transferidos para um centro de controle dos vários departamentos da cidade, dando a oportunidade para, finalmente, manter um ambiente saudável em toda ela. Isso pode beneficiar comunidades inteiras, notificando a todos dos perigos e das condições ambientais presentes e futuras. Toda a informação climática também é exibida publicamente, pelas redes digitais, notificando o público para a manutenção de certas condições, para preservar a energia e saúde.


Para os interessados o livro de comemoração do 9º Concurso Anual, a eVolo estará disponibilizando em Maio sua publicação “eVolo Skyscrapers 2“ uma edição limitada a apenas 1000 exemplares, que é a continuação de seu lançamento anterior de mesmo nome. O livro tem 628 páginas e analisa 150 projetos recebidos durante os últimos anos do concurso. Veja aqui

Não deixe de ver as demais menções honrosas: (em inglês):


Conheça mais eVolo

BIBLIOGRAFIA/FONTES:

Agradecimentos aos Editores da eVolo, pelas permissões e fornecimento do vasto material deste concurso.


edificiosfuturistas

 

Share and Enjoy

  • Facebook
  • Twitter
  • Delicious
  • LinkedIn
  • StumbleUpon
  • Add to favorites
  • Email
  • Google Plus