É um ônibus, um trem, um VLT ou é….

Às vezes, quando você realmente pensa que já viu ou ouviu falar de quase tudo no mundo do transportes, você se depara com mais alguma surpresa interessante.

Foi isso que aconteceu numa observação da infraestrutura para ciclistas em Cambridge, na Inglaterra.

Bem ao lado das pistas de ciclistas há uma estranha pista de ônibus que é chamada localmente de “via de ônibus guiada”. Certamente nunca se tinha ouvido falar de vias de ônibus guiadas antes, mas é fácil concluir que elas poderiam fazer sentido em muitos lugares ao redor do mundo como uma alternativa mais barata para ferrovias, uma alternativa mais rápida para ônibus que não têm que compartilhar vias públicas congestionadas quase sempre.

A maneira como as vias de ônibus guiadas de Cambridge poderiam ser descritas, seria como um primo próximo de outros Bus Rapid Transits (BRTs), com o uso de guias semelhantes a de monotrilhos, que neste caso reutilizou uma ferrovia existente e não mais utilizada como tal, convertendo-a em uma faixa especial de ônibus onde o veículo é literalmente guiado por paredes baixas. Por rodas laterais.

Com essas peculiaridades, o sistema de Cambridge é então considerado a mais longa autoestrada guiada do mundo e foi projetado para que os motoristas não precisem “segurar” e dirigir as rodas nos 16 quilômetros de seções guiadas.

A velocidade desses ônibus pode chegar a 90km/h. E o mais curioso é que a estrada guiada corre ao lado de uma ciclovia, o que permite alguma interligação com o modal de bicicletas. Se pensarmos ainda mais, pode-se imaginar veículos articulados com maior capacidade, veículos elétricos, autônomos, estações de interligação com metrôs, ferrovias, e ônibus comuns, entre outras possibilidades.

Como você pode ver nas imagens, ao contrário do pavimento/asfalto tradicional, a via é naturalmente drenante e deixa muito espaço ao verde, tão carente em outras situações de transporte.

Agora olhe para o local onde mora e pense se sua cidade poderia usar uma via de ônibus guiada. Se achar interessante faça esta idéia chegar aos prefeitos, aos planejadores urbanos e políticos de sua cidade. De repente há corredores ferroviários abandonados, ou estradas ou vias não mais utilizada, ou até construção de um corredor novo para abrigar esta “nova” maneira de transporte.


Bibliografia/Fontes:

  • Richard, Michael Graham – Treehugger Sustainability (Public Transportation), GA-USA – June 2015

Updated: 04/05/2019 — 9:36 pm

2 Comments

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  1. Ótimas matérias, Amaral! Abs! Tanaka

  2. Excelente artigo Amaral. Obrigado e bom domingo. Paz
    Pimenta

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