Numa situação de corrupção endêmica, que assola o Brasil, há que se destacar que todos os magnatas do poder perderam de fato o pudor com quase todas as ações tomadas referentes aos eventos de Copa do mundo e Olimpíadas.

Já estava muito claro a sangria que ocorreria quando o País ganhou o direito de realizar estes eventos, pois depois do escandalo do Pan Amerciano, já se sabia que o show iria ser bem maior com Copa e Olimpíadas, pois a tradição da corrupção e da malandragem exposta se mostaria muito mais eficiente.

E o governo “socialista” como sempre será o maior patrocinador, usando o dinheiroduto chamado BNDES, e alisando cada vez mais os amigos “milionários” do poder. Claro que CBF e COB, estarão juntos, muitos juntos mesmo pois afinal não poderia ser diferente (como foi no Pan).

Para começar criaram uma tal de Autoridade Pública Olímpica, que em outros países sérios realmente funcionou no sentido de reduzir gastos, e diminuir o grande impacto de dívidas, o maior legado destes eventos. Mas no Brasil, ela tende a caminhar ao contrário disto, com o dinheiro fácil do BNDES e da relação íntima de empreiteiras e “amigos” que sustetam as campanhas políticas.

Como isto era pouco para gastar dinheiro, criaram então o Conselho Nacional de Governança Olímpica no qual a APO, deveria se subordinar. Inicialmente o escolhido para coordenar esta entidade seria Henrique Meireles, que esperava e até teve por alguns momentos poder decisório maior, quando então incomodou o Prefeito do Rio e o Governador.

Com isto o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes pressionaram Dilma e o vice-presidente, Michel Temer, por autonomia. Conseguiram acertar, em conjunto com o próprio Meirelles, uma alteração no texto da Medida Provisória nº 517, dando liberdade para o governo fluminense e a prefeitura do Rio elaborarem licitações e firmarem contratos para a realização de obras. Restaria à Autoridade Olímpica a missão de fiscalizar e apontar irregularidades.

Ainda com Meirelles no topo, os gastos com a APO estariam estimados em quase R$ 4 mi, com aproximadamente 480 funcionários

Com todas estas negociações, a APO, perdeu poder e  ficou então com a missão de planejar e coordenar a atuação dos três entes federados (governos federal, estadual e municipal) envolvidos na preparação e na realização dos Jogos Olímpicos de 2016. Não tem poder de licitar obras, mas de participar do processo de fiscalização.

E ficou constituida com 181 funcionários, com salários que variam de R$ 1 mil a R$ 22 mil

Meirelles ficou com um papel secundário e em seu lugar de poder na APO foi escolhido Marcio Fortes amigo de Paes e Cabral, e ex ministro do Ministério das Cidades, que a imprensa já restreia com mais um dos antros de corrupção, parecido com os escandalos do ministério dos Transportes ora em curso, e horrizando a midia e a população nacional.

Nos outros países não foi isto que aconteceu. A Autoridade Olímpica tinha sim todos os poderes, exatamente para evitar abusos, riscos, falcatruas, e administrar os gastos com coerência. No Brasil na melhor da hipótises a APO, será um gabidão de empregos.

Já com a COPA 2014, o escandalo também começa pelas mãos do governo e dos políticos amigos, com a aprovação do RDC o Regime Diferenciado de Contratações, que prevê o sigilo na contratação de obras, e que dado ao furor que se sucedeu, na discussão da medida provisória no Congresso deixou o assunto “mais leve” ou seja: O sigilo dos preços para as obras da Copa do Mundo Fifa 2014 tem por
objetivo evitar a combinação de preços e assegurar  que os empreendimentos tenham o menor custo possível. O Tribunal de Contas da União saberá SEMPRE o valor de uma obra em licitação.
Depois de apurada a licitação, TODO MUNDO vai conhecer os valores. O TCU vai acompanhar TUDO, desde o início.

Ora isto não impede que num contato informal, alguém de “poder” informe para algum “amigo do poder” para apresentar seus valores de acordo com que o governo quer e ganhe a licitação. Os amigos do poder são notóriamente conhecidos, como empreiteiras que quase sempre as mesmas,  ganham projetos do governo, empresas de amigos de políticos, etc,  que é o que a imprensa já vem descobrindo e noticiando sistemáticamente.

Se recordarem o Lula  lá atrás prometeu que não seria utilizado dinheiro público para financiar a Copa de 2014. Ora, quantos Estadios estão sendo construidos ou reformados com o dinheiroduto do BNDES?

Até São Paulo que recusáva-se a pôr dinheiro público acabou cedendo, pois a FIFA quer abrir a Copa em SP e a CBF, por razões pessoais de seu presidente não. O Estado e a Prefeitura acabaram dando aquela isenção fiscal de R$ 450 mi, e ainda haverá injeção do próprio tesouro paulista de R$ 70 mi, para as arquibancadas temporárias, para completar os 70.000 lugares do Estádio do Corinthians. Pelo menos o dinheiro do BNDES será o Corinthians e seus parceiros que deverão pagar e não o governo Estadual.

O próprio TCU já está com “os cabelos em pé” de tantas irregularidades´que já estão acontecendo.

Veja por exemplo em Fevereiro último o TCU fez uma comparação entre as propostas de reforma dos estádios do Maracanã e do Mineirão, em Belo Horizonte. Enquanto no Rio foram apresentadas 37 PLANTAS sobre as intervenções necessárias, em Minas foram 1.309 PLANTAS. Acredite se quiser.

E só estamos falando em Estádio de Futebol. Tem-se ainda as famosas obras de infraestrutura correndo por fora, com todas aquelas normas falhas e jogos de influência, promovendo um ritual de gastanças em desacordo com o que seria adequado e justo.

Aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto do governo que altera as regras de licitações para obras da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016 vai além das exigências da Fifa e do COI (Comitê Olímpico Internacional).

Com o modelo proposto, o Brasil abre mão de mecanismo para reduzir os custos da Copa e dos dos Jogos e cria um sigilo incomum de dados financeiros, além de outras aberrações!

Desta maneira, os espertos, os malandros de plantão, os oportunistas históricos, antigamente conhecidos com Gersons, estão mais vivos do que nunca, dentro e fora do poder dos governantes, agindo em benefício de interesses próprios, com a conta a ser paga nos próximos anos, talvez décadas, pelos que menos decidiram isto, seja omissão, ou pela “apatia” de acreditar que tudo está sendo feito corretamente.

Por isto os Gersons estão radiantes de felicidade!

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